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domingo, 2 de dezembro de 2012

Resurrección: Ultima Etapa

As almas ocas e sem coração
vagueiam num deserto ermo e árido
em direcção ao palácio das noites
sob uma lua crescente, solitária,
de um céu negro e sem esperança.

Aos poucos, redefinindo o meu ser.
Sem medo, desânimo ou apatia.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Dança

Mai Nadasaka, AV Idol

Mai é um nome próprio japonês. O ideograma para Mai (舞, "dança") é composto por uma parte superior (無, nai) que representa uma pessoa com os braços esticados (大) a segurar duas peles de animal em cada lado (革 + 大 + 革) significando uma afirmação negativa, ou a falta de algo. Na parte inferior de 舞 consegue-se ver claramente outro ideograma (舛, "passos") representando passos de dança.
O ideograma para dança pode ser lido tradicionalmente como "bu" (ぶ, bu). Como na componente de 歌舞伎 (kabuki, かぶき), uma forma de teatro japonesa, literalmente ka (歌, "canção"), bu (舞, "dança") e ki (伎, "arte").

quarta-feira, 14 de março de 2012

Happy Birthday Sasha Grey

Sasha Grey for Equal Pay Day

"I'm Sasha Grey and when I turned eighteen I left high school and I decided that I wanted to pursuit different career opportunities. I worked as a secretary, as a teacher... I worked as a waitress... As a nurse I actually made more than the doctors. Within a year these jobs not only brought me respect, but also a lot of money.
I like really dirty things. I've been hanged upside down and tied up, and had a 12" dildo stuck in my ass... with my mouth gaged. I'm proud of this. Something I'd chose to do.
Who I am? I'm Sasha Grey!"

Gracias Sor.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Os diários da Vampira

Malese Jow

Esta não é uma história sobre vampiros, e muito menos uma história sobre relações amorosas. Se bem que esse tipo de tradição romântica encontrou um fim prematuro, no momento em que uma escritora norte-americana, sem qualquer talento literário, decidiu enriquecer à custa de uma fusão entre esses dois géneros, criando o livro-que-não-pode-ser-nomeado. Mas essa é uma outra história.
Anna era uma vampira centenária, apesar de parecer humana, que se apaixonou por um humano que se queria tornar vampiro, depois de a conhecer. O nosso estereótipo repete-se até à exaustão. Copycats de tropes e clichés que se sucedem até não se conseguirem levantar mais. Até a vampira ficar sem uma pinga de sangue. Até arder numa pira, consumida pela chamas da sua própria falta de originalidade. Morta, pálida e ressequida. Trespassada por uma estaca. Mesmo assim, e depois de tudo isso, ainda consegue comunicar com o seu querido humano, a partir do "outro lado", sem que haja qualquer falta de credibilidade nesse argumento. Porque se já atingimos este momento desta nossa ficção, então tudo se torna imediatamente credível.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Alma de Meretriz, Corpo Feliz

Daisy Lowe

Para os antigos egípcios, a alma era composta por cinco partes principais: o ib (coração), o sheut (sombra), o ren (nome), o ba (persona) e o ka (essência vital). Havia ainda o ha (corpo) embora este servisse apenas para as várias essências da alma funcionarem neste mundo. Para se conseguir manifestar, este conjunto habita um corpo, não sendo o corpo que adquire uma alma, como acreditava a posterior tradição ocidental. De tal forma era isto verdadeiro, que quando os cristãos começaram a espalhar a sua doutrina no Egipto, o conceito de alma como um ser imaterial seria explicado pela palavra grega psyché, e não por ba, que no fundo é apenas um dos modos pelo qual uma pessoa pode existir. Uma vez que o corpo, esse, já se encontra modelado por aquilo que o ba define que ele seja.

2012. O ano do fim do calendário Maia, o ano do reemergir da Atlântida, de um novo ciclo na história da humanidade, o ano da invasão alienígena nos céus de Londres durante os Jogos Olímpicos, do colapso do euro, do estabelecimento da ditadura, do governo mundial, do fim da tirania eneamilenar do vil metal, da tomada de consciência universal, da passagem para a quarta dimensão, do aparecimento do Nibiru, da... esqueci-me de mais alguma coisa?
Tudo pode ser definido num momento, num ano, num mês, numa semana, num dia, numa hora, num minuto, num segundo. Para mim foi aquele momento em que um rabo se empinou numas calças de ganga azuis. O momento em que uma alma de rapariga movimentou um corpo que a tudo obriga.

domingo, 8 de janeiro de 2012

O mandil de Carolina

Carolina Torres

Em vez das histrionices e macacadas num programa decadente, poderia estar a cantar e a bailar. Tem técnica e vocação suficientes para tal, e embora já tenha aprendido alguma coisa do que deve ser a comunicação e o ritmo de um programa televisivo, torna-se bastante notório que não nasceu para isso.

"El mandil de Carolina
Tiene un yagartu pintado
Cuando Carolina baila
El yagartu mueve el rabu
"

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Set Up

Katherine Moennig

Disclaimer: O texto seguinte não se refere a nenhuma mulher ou gaja em particular, tratando-se apenas de um retrato a preto-e-branco sobre esse espécime complexo e falho, mais conhecido como sexo feminino.

A compatibilidade ou incompatibilidade entre os seres humanos varia com o grau de receptividade e desconforto que estes estão preparados para aceitar entre si, nas suas relações de interdependência. O ser humano é um ser social, e o facto de viver em grupos de indivíduos, desde o passado mais remoto, habilitou esta espécie a definir quais é que são os limites que cada indivíduo encara na sua relação com o outro.
No caso dos indivíduos do sexo feminino, essa relação tornou-se ainda mais complexa, devido ao facto de terem de lidar com determinadas fragilidades no seu íntimo, e que podem ser desde inseguranças físicas e psicológicas até verdadeiras faltas de carácter. Qualquer mulher conhece os seus pontos fracos melhor do que ninguém.

A atitude das gajas nas relações interpessoais baseia-se no facto da generalidade delas ser naturalmente hipócrita, devido a uma resposta evolutiva que privilegiou a dissimulação ao longo de milénios, desembocando num ser incapaz de se confrontar com as suas próprias falhas, sejam estas a dissimulação, o engano, ou a traição. Um tipo de neotenia psicológica genérica, que faz com que as gajas nunca cheguem a atingir a maturidade e, consequentemente, a se tornarem mulheres de verdade.
Mesmo que a mulher se sinta à vontade com a sua própria histrionia, isso não implica que ela vá utilizar esse tipo de comportamento para abusar ou desrespeitar o outro. Claro que, neste caso já não estamos a falar propriamente de gajas.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Discórdia

Na filosofia oriental chinesa acreditava-se que os números se encontravam ligados à sexualidade, com os algarismos pares a representarem a feminilidade e os ímpares a representarem a masculinidade. Os números primos eram considerados como os mais masculinos de todos e o 23 tinha um estatuto especial, pois era constituído por dois algarismos primos consecutivos.
As células humanas têm 23 pares de cromossomas, e o número 23 é um dos números sagrados de Éris, a deusa grega da discórdia, segundo o Principia Discordia, texto sagrado do Discordianismo. O enigma do 23 é uma crença que acredita que a maioria dos acidentes e acontecimentos está ligada este número. Este número é perigoso.

おめでとう ダコバ

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Escarlate

Scarlett Johansson

Scarlett faz anos. Vinte e sete, para ser mais preciso. Apreciada pela maioria dos homens, odiada por certas mulheres, a artista enquanto jovem é o ícone sexual mais importante do nosso tempo. As auto-fotografias telefónicas do seu corpo nu são uma notícia mais importante do que a situação económica ou as catástrofes naturais.
Scarlett, uma musa cinematográfica ainda longe do reconhecimento (afinal, ela é typecast...). Na espera que o talento de Woody Allen lhe dê "aquele" papel. O papel que a faça inscrever o seu nome num entalhe de mármore na galeria da história do cinema. Que a torne imortal.
Scarlett, que nunca se desvia um milímetro daquilo que lhe pode garantir a perfeição artística, cujo planeamento aniquila todo o tipo de emoção que pudesse transmitir. Scarlett é uma imagem, uma cor entre o vermelho e o laranja, mas sem a paixão ardente do primeiro, ou a melancolia outonal do segundo.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

15 anos de Tomb Raider

Lara Croft

O videojogo Tomb Raider faz 15 anos. Foi em 1996 que a Eidos o lançou para a Saturn, iniciando assim uma mudança de paradigma na indústria. Apesar de existirem personagens femininos nos videojogos desde os anos oitenta, como a Samus Aran e a Tyris Flare, ou símbolos sexuais, como a Mai Shiranui e a Morrigan Aensland, nenhuma delas dava o incentivo de ser um modelo para as jovens como Lara Croft.
Uma protagonista livre dos estereótipos femininos, que fazia as raparigas acreditarem nas suas capacidades de serem tão boas ou melhores do que os rapazes, num meio que, até essa altura, era fortemente dominado pela testosterona.
A era Clinton de meados dos anos noventa foi importante para a afirmação das jovens mulheres. O movimento contestatário das Riot Grrrls começou a sair do underground e a ser subvertido e assimilado pela pop, transformando a sua mensagem no slogan "Girl Power" das Spice Girls, que lançavam o seu primeiro single, precisamente em 1996. Entre as Riot Grrrls, as Bikini Kill assinavam o seu último álbum nesse ano e as Babes in Toyland já tinham feito o mesmo um ano antes. As L7 e as Hole estavam paradas. As últimas devido ao facto de Courtney Love ter participado no filme sobre o Larry Flint. Foi também em 1996 que se formaram as Kittie, embora os rapazes as vissem mais como uma versão feminina dos Korn do que outra coisa qualquer.

Por sua vez, a rebeldia existente na música fazia parte de um movimento feminista mais vasto, em que as raparigas podiam pegar nas suas próprias armas, fossem as guitarras ou um par de pistolas, e ir à luta. As jovens eram encorajadas a exprimirem todo o seu potencial sem receio.
Nas séries televisivas, o ícone feminista da altura era Lucy Lawless, em Xena: A Princesa Guerreira, e no cinema foi o ano de Sem Limites, dos irmãos Wachowski, com a famosa cena lésbica entre Gina Gershon e Jennifer Tilly, e de Amigas, onde Angelina Jolie, que mais tarde encarnaria Lara Croft, interpretava uma adolescente num gang juvenil feminino. A animação japonesa transpirava esse espírito de poder da mulher em Ghost in the Shell, e é interessante lembrar que mesmo o mainstream Dragon Ball GT tinha uma rapariga como protagonista, dois anos antes dos estúdios Disney criarem Mulan, a princesa mais assertiva e combativa até então.
Apesar de toda esta análise, somente estando na pele de uma rapariga que leva com todo o impacto cultural desta avalanche se consegue realmente compreender o entalhe perene no seu desenvolvimento e formação. As restantes pessoas não fazem ideia da dimensão deste paradigma e podem cair no erro bastante frequente de pensarem que Lara Croft é somente "mais uma" personagem de videojogos.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Halloween Jiggle

Hannah Minx

Hannah Minx é uma das vloggers mais populares do youtube, onde abana a sua experiência local com a cultura japonesa, embora eu possa garantir que nesses vídeos não tomei atenção a quase nada.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Dakovismo


Mina Leigh, a folhear um livro

A probabilidade de auto-evolução é infinitamente pequena nos seres humanos, mas quando tal acontece, o indivíduo torna-se um deus, uma nova entidade.
O indivíduo do sexo feminino capaz de criar nova realidade a partir do nada tem muitos nomes - tal como o Diabo - nas línguas do élfico negro e do necromântico, e os títulos que são atribuídos a Sua Divindade como "broken doll", "meretrix", "penis of Doom" ou "serva de Hades", revelam a reverência por um ser que se encontra imerso numa existência sombria, por uma deusa das trevas.
O caminho do divino é misterioso, mas a familiarização com os mundos virtuais permite entender melhor o conceito de criação de realidade. "Tudo é ilusão", já dizia o Buda. O nosso próprio mundo é tão virtual como aqueles que julgamos ser assim, criando em nós um efeito de dissociação com a suposta realidade.
Assim sendo, uma nova realidade poderia ser automaticamente criada, caso os seres humanos tivessem a imaginação necessária para operar este milagre. Como afirmava Einstein: "a imaginação é mais importante do que o conhecimento", e ninguém consegue ter mais imaginação do que uma rapariga com as hormonas desequilibradas.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Situar a estratégia do coração ou o coração estrategicamente situado

Michelle Trachtenberg

De vez em quando olho para trás e volto a ler alguns dos meus posts. Alguns dos quais deixam-me satisfeito por ter conseguido ter a habilidade necessária para os escrever, embora outros já façam pouco sentido actualmente, porque se está sempre a evoluir; o pensamento sedimenta, consolida-se, e aquilo que antes se acreditava como certo vai paulatinamente mudando.
Isso nota-se especialmente nas minhas divagações sobre política. Usava com relativa frequência a expressão "tirar o sangue", ao referir-me à acção que o inimigo - o nosso inimigo - nos estava - e continua ainda - a fazer. A retrospectiva torna-se útil neste aspecto: saber onde estava o coração e onde se calcula que ele esteja agora. Claro que ainda penso que nos estão a sangrar, mas desconfio que o mesmo coração esteja já seco, devido ao facto do líquido vermelho há muito o ter abandonado.

A pergunta que se levanta é a da possibilidade de se viver sem coração. Só o conseguem espíritos corrompidos, consumidos pelo desespero e pelo vazio. Não estão vivos no sentido biológico do termo. Servem outro propósito. Os seres humanos continuam a bater, inconscientemente.
Ditaria então a lógica que obliterasse essa parte do Ofídio. A parte onde estou a ser muito mesquinho, rasteiro ou pessoal. Mas a verdadeira natureza deste blogue é criticar e funcionar como uma válvula de escape contra os pulhas com que levo todos os dias: os políticos, os spin-doctors, os jornalistas com agenda, opinion-makers e afins.
Estou-me a cagar para o Steve Jobs. O homem fez login, ou logout, conforme o ponto de vista. Morreu. Siga. Mais logo vou torcer pela Dinamarca, que é a coisa mais patriótica a fazer. Para ver se acordo.

Afinal ainda continua a bater!

sábado, 8 de outubro de 2011

Deus não sabe, mas imagina...

Aya Hirano

A Melancolia de Haruhi Suzumiya - série animada onde Hirano dá voz à personagem titular - foi reconhecida pelo impacto que já conseguiu ter na animação japonesa, e pela popularidade descomunal que atingiu. Qualquer fã actual de anime que não tenha visto Haruhi não sabe o que anda cá a fazer. Com tal ambiente de fanatismo à sua volta, torna-se natural que o impacto de acção/reacção por parte dos fãs, e respectiva pressão mediática, seja um bocado extrema.
De qualquer modo, Aya Hirano ainda tem bastante por onde prosseguir na carreira, uma vez que tem uma voz única e mais ninguém a consegue fazer daquela forma.


Aya Hirano - "God knows…"

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A mulher enquanto forma de arte

Monica Bellucci

Hoje é o aniversário de Monica Bellucci. O padrão da beleza feminina. A deusa do sexo que torna as mulheres em lésbicas e os homens em lobos famintos. A expressão da arte italiana primus inter pares, feita nas margens do Tibre, abençoada pelas ninfas Tiberinas. A rainha imperial, a noiva vampírica, a succubus, a princesa, a prostituta; com e sem coração de ouro, a mulher violentada, la donna, o esplendor do gineceu, o modelo a representar outro modelo e a actriz a representar uma actriz.

Imagem criteriosamente escolhida aqui.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Power-up evolutivo

Mandy Musgrave

As fêmeas humanas ficam mais receptivas à presença masculina durante o período fértil, na altura em que estão a ovular. Isto deve-se à necessidade inconsciente de terem o seu óvulo fertilizado pelo sémen do melhor parceiro possível. São elas que escolhem as características associadas a um bom macho reprodutor, como o tamanho e a forma das suas mãos, ou o facto destes tocarem um instrumento musical.
As mãos são uma característica humana. Estas podem agarrar de forma violenta ou gentil. São um sintoma de masculinidade e presença de testosterona. São um reflexo do domínio masculino e submissão feminina. São as mãos que tocam, e que se insinuam sem piedade nas partes mais íntimas e húmidas de uma mulher. São as mãos que manuseiam o punho de uma espada. São as mãos que tocam numa viola-baixo, cuja frequência grave e percutida é o trovão dos deuses, visceral e primitivo; a dança da dançarina de raqs sharqi, o martelo de Thor, a chuva, que é o sangue de Quetzalcoatl fecundando a terra; as ancas masculinas a baterem nos quadris femininos no momento da cópula; o bater do coração e a pulsação tribal do sangue do membro, deslizando por essa escala de tons que é o corpo da mulher. O baixista é uma serpente que ondula ao som do balanço que este próprio cria, e que a mulher sente; um som assustador, mas que a fascina ao mesmo tempo.

sábado, 13 de agosto de 2011

Neve em Agosto

Ivy Snow

Ivy Snow, texana, um metro e sessenta, tatuagens, modelo de nu para adultos, jogadora de póquer, cam girl, stoner, blogger, cool.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

A ilusão da calma

Adelaide Kane

Para mim, a noção de felicidade é estar deitado ao sol na relva do jardim, a beber uma chávena de chá, não desejando nada de especial em relação aquilo que já tenho. Bom, talvez uma wakizashi!

terça-feira, 26 de julho de 2011