Imagem: Shingo Matsunuma
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sábado, 29 de junho de 2013
Trinta e Nove
Imagem: Shingo Matsunuma
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Inconformismo
Concluí que o principal problema na vida de cada pessoa é que cada uma delas cria os seus próprios vícios existenciais pelo facto de se sentir em casa. Isto acontece com os seres humanos de uma maneira geral. A procrastinação e a falta de motivação para se fazerem coisas simples, como passear o cão ou correr, advém disso. Do facto de uma pessoa estar imersa de tal modo na sua própria dinâmica que escapar-se-lhe se torna quase impossível. Isto é algo inerente e quase impercetível. A solução encontra-se no espírito, sendo do conhecimento geral que este assume a forma de uma espada, que permite cortar com esta modorra asfixiante. O grande mistério das pessoas que se conformaram ao seu estado de coisas é perceber onde é que as outras, as que têm uma espada, encontram a força de vontade para conseguirem acontecer.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
O Discurso Acerca da Perfeição, segundo Kubo
Apesar de ser uma série de acção, o manga Bleach do autor japonês Tite Kubo aborda o conceito de perfeição. Teorizado, como se de uma palestra se tratasse, por Mayuri Kurotsuchi, a personagem que encarna o arquétipo do cientista-louco.
No universo de Bleach existem vários planos de existência e Mayuri é um shinigami, que na cultura japonesa personifica a morte. Neste caso trata-se de um ser espiritual que actua como guardião das almas que se encontram no ciclo de transmigração.
O seu interlocutor e antagonista neste combate feito diálogo filosófico é Szayelaporro, uma alma narcisista e egomaníaca, corrompida pela insanidade resultante do prazer que obtém em torturar as suas vítimas; Sade explicaria melhor esta característica; e que rivaliza em sadismo, crueldade e conhecimento científico com Mayuri.
O trunfo final de Szayelaporro é uma técnica denominada Gabriel, o nome do anjo que anunciou a concepção a Maria, e que lhe permite renascer após o seu próprio corpo espiritual ter sido destruído, utilizando as células de um hospedeiro, para criar um novo corpo para si próprio. Esta habilidade, semelhante ao renascer de uma fénix e que se inspira na imagética da Ressurreição pascal, faz com que Szayelaporro proclame arrogantemente que é o ser perfeito (完璧な生命, kanpeki na seimei) devido ao facto de se ter tornado imperecível. Apesar da habilidade ser elogiada por Mayuri, esta não é suficiente para que Szayelaporro ganhe o duelo.
No rescaldo da batalha, Mayuri dedica-se a explicar ao seu agonizante inimigo que não existe algo que seja perfeito neste mundo, o que, parecendo um lugar comum, não deixa de ser a realidade. Tal não impede o homem comum de admirar a perfeição e de procurar atingi-la como se esta fosse algo de tangível.
Indagando sobre o propósito da perfeição, Mayuri afirma veementemente que este não existe, reiterando que a detesta. Explicando que algo que é perfeito não deixa nada para explorar, espaço à imaginação ou qualquer ganho de conhecimento.
A perfeição só traz desespero aos homens de ciência, cujo objectivo é o de criar sempre algo mais sublime do que aquilo que foi criado anteriormente, embora nunca atingindo o estado perfeito e devendo estes encontrar prazer nessa contradição.
Mayuri conclui afirmando que Szayelaporro foi derrotado no momento em que proferiu o disparate acerca da perfeição. A vitória atribuída a quem teve o intelecto superior.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
O memorando é um "programa"
Ao contrário da propaganda nazi ou soviética, a propaganda do mundo ocidental é feita de forma mais esotérica, com várias programações, para que o programado não perceba que está a ser manipulado e para lhe dar a ilusão de liberdade.
Para fazer isso é necessário que o programado sinta que tem algum peso na sociedade e de artistas que o distraiam, como as vedetas televisivas de entretenimento. Nunca deve faltar financiamento para a propaganda.
Você até pode pensar que é imune à manipulação que a televisão lhe tenta fazer, mas não é. Por muita convicção que você tenha em determinado assunto, os manipuladores sabem que os clicks que lhe devem fazer no cérebro, para que você se oriente de uma determinada maneira, são os mesmos que para qualquer outra pessoa. O ser humano é baseado em emoções e essas são facilmente controladas pelos manipuladores, de forma mais básica ou mais ou menos sofisticada.
A ilusão do hipnotismo dos media baseia-se no facto do indivíduo se encontrar alheio à sua própria manipulação, e mesmo que tenha consciência dela, nada poder fazer para a evitar. Aqui não vale a pena pensar que existe um botão de desligar, por exemplo a televisão, porque a manipulação está por todo o lado e essa ilusão do controlo através do botão faz parte da manipulação em primeiro lugar.
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Trinta e oito
Trinta e oito é um paralelo da latitude terrestre que serve como fronteira entre as duas Coreias, o número de slots da roleta americana (0, 00 e do 1 ao 36) e um tipo de calibre (.38) de armas de fogo (o três-oitão).
As sagas da mitologia nórdica encontram-se divididas em trinta e oito capítulos, e muitas vezes os heróis tinham de combater inimigos que se apresentavam em grupos de trinta e oito. Na mitologia egípcia, o algarismo está associado ao deus Anúbis e aos guardiões da vida eterna, que adornavam os sarcófagos dos faraós nesse preciso número.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Dois Mil e Doze
O primeiro texto do ano deveria ser uma mensagem de incentivo. Um poema. Qualquer coisa que me acordasse da hibernação onde o meu cérebro se enroscou, num mar de pedras. Nas paredes de rocha do buraco mais profundo, congelado pela dormência da sua própria auto-comiseração. Sem nada que lhe faça ferver o sangue do corpo. Tronco mecânico. Dedos digitantes atachados a braços basculantes. Todavia, tudo se passa sem que me estique o semblante. A expressão facial de quando abro as mandíbulas para atacar a presa, que no fundo é somente o meu semelhante.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Set Up
Katherine MoennigDisclaimer: O texto seguinte não se refere a nenhuma mulher ou gaja em particular, tratando-se apenas de um retrato a preto-e-branco sobre esse espécime complexo e falho, mais conhecido como sexo feminino.
A compatibilidade ou incompatibilidade entre os seres humanos varia com o grau de receptividade e desconforto que estes estão preparados para aceitar entre si, nas suas relações de interdependência. O ser humano é um ser social, e o facto de viver em grupos de indivíduos, desde o passado mais remoto, habilitou esta espécie a definir quais é que são os limites que cada indivíduo encara na sua relação com o outro.
No caso dos indivíduos do sexo feminino, essa relação tornou-se ainda mais complexa, devido ao facto de terem de lidar com determinadas fragilidades no seu íntimo, e que podem ser desde inseguranças físicas e psicológicas até verdadeiras faltas de carácter. Qualquer mulher conhece os seus pontos fracos melhor do que ninguém.
A atitude das gajas nas relações interpessoais baseia-se no facto da generalidade delas ser naturalmente hipócrita, devido a uma resposta evolutiva que privilegiou a dissimulação ao longo de milénios, desembocando num ser incapaz de se confrontar com as suas próprias falhas, sejam estas a dissimulação, o engano, ou a traição. Um tipo de neotenia psicológica genérica, que faz com que as gajas nunca cheguem a atingir a maturidade e, consequentemente, a se tornarem mulheres de verdade.
Mesmo que a mulher se sinta à vontade com a sua própria histrionia, isso não implica que ela vá utilizar esse tipo de comportamento para abusar ou desrespeitar o outro. Claro que, neste caso já não estamos a falar propriamente de gajas.
domingo, 27 de novembro de 2011
O último recurso do guerreiro frustrado


Isto compreende-se. Eles queriam sentir o Inferno da Luz, e como a equipa deles não chegou a aquecer, foi este o resultado. Um psicólogo social poderia explicar as causas profundas da frustração, mas parece que esta gente já aprendeu o significado de superioridade ilusória e já consegue baixar a crista. Pelo menos os mais inteligentes, se bem que as capacidades cognitivas desta seita deixem um bocado a desejar.
Os hominídeos primitivos também sabiam fazer fogo. Não é complicado. Se virassem toda aquela frustração contra a desculpa de equipa e de direcção que têm, ficariam muito mais aliviados. Se fosse em Alvalade, sempre podiam ter batido nos polícias ou tentado o suicídio no fosso, que ficava-lhes mais barato.
Imagens: Lusa/José Sena Goulão
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Alienação em três actos
Acto I: A bola enquanto produto cultural.Existe ainda aquela noção romântica do futebol de defender um emblema sem outra recompensa que não seja a paixão pelo desporto em si. Mas isso é algo que hoje em dia está completamente arredado do futebol profissional e deve ser posto de parte neste exercício teórico. O objectivo aqui é sintetizar algumas ideias que definem a minha posição em relação a este fenómeno quasi religioso e tão semelhante ao "ópio do povo" marxista. O desporto em si chama-se association football e todo o impacto cultural em torno dele toma o nome de "bola".
O entretenimento desportivo para adultos, cuja invenção cultural é algo recente, foi estudado pelo britânico Alan Watt, que analisou a forma como os adultos sob o seu efeito ficam mentalmente presos na idade dos quinze anos. Este narcótico de massas nada tem a ver com a educação física, que é uma das etapas da instrução natural do indivíduo, embora, qual sanguessuga, o futebol corporativo se aproprie deste conceito para criar esquemas legais em proveito próprio, como o estatuto de utilidade ou de interesse público e o posterior beneplácito e adulação por parte do poder político.
Acto II: A mentalidade de rebanho.
A manipulação das massas é algo que tem sido estudado pela psicologia e posto ao serviço das corporações que têm o objectivo de controlar o indivíduo, perdido no meio da massa anónima. O papel privilegiado da Igreja em juntar o rebanho foi ocupado numa sociedade pós-industrial pelo deporto de massas. Mais uma vez, Watt afirma que, nos cem anos do "anglo-american establishment", esta reforma cultural foi projectada e implementada de forma consciente e eficaz. Watt refere H. G. Wells, o escritor de ficção científica que preconizou as "arenas desportivas", que se espalhariam pelo mundo, numa altura em que ninguém acreditaria que tal seria possível.
A pergunta pertinente a fazer é de que forma poderemos combater este esquema corporativo se estamos envolvidos na nossa própria guerra tribal? A resposta é simples: não se consegue. A tomada de decisões acontece num nível superior ao da nossa própria comunidade, uma vez que esta se encontra destruída e a energia dos indivíduos está canalizada para o desporto corporativo de massas, devido à orientação e para benefício dos nossos líderes culturais e engenheiros sociais.
Acto III: Valerá a pena alimentar o monstro?
Alan Watt afirma que quando se retira a virilidade ao individuo, este projecta-a em outros. Neste caso, numa equipa ganhadora, uma vez que, na realidade, esse mesmo indivíduo não tem poder nenhum. A atitude reprovável que certos pais tomam, ao filiarem um filho recém-nascido num determinado clube, mostra que desde cedo somos obrigados a escolher um lado da guerra, devido ao facto inerente de sermos seres tribais, seja de forma consciente ou não. Na opinião de Watt, esse tipo de "weekend warrior" é uma anedota. Eu simplesmente penso que é um ser básico.
Mas porque razão tomo eu partido numa guerra tribal? Se não tenho qualquer tipo de compensação por isso, seja financeira, emocional ou outra, como acontece com a generalidade de paineleiros e colunistas da bola. A questão está intrincada no princípio da guerra. Segundo a definição de Clausewitz: "A guerra é assim, um acto de força para obrigar o inimigo a fazer a nossa vontade" e a coerção é uma qualidade reptiliana. Pessoalmente acredito que a guerra é um aspecto integral da cultura humana, de que não podemos fugir, seja na guerra verbal entre indivíduos ou no conflito entre nações.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Freud iria ter um prato
Seria Freud ou Jung? Não sei se foi hoje ou se foi ontem, penso que dependerá do fuso horário. Mas sonhei. Devido à raridade desta situação, as minhas purgas oníricas sucedem-se em catadupa, como se a história que eu sonhasse se apresentasse num livro de arte sequencial. Como se estivesse a ler uma banda desenhada ou um manga. A preto e branco. Com painéis uns após os outros.Se me lembrasse do sonho, provavelmente teria uma boa história, ou talvez um bom argumento. Creio ter pensado nisso à medida que ia sonhando, embora nunca me tenha assaltado a ideia de que se tratava efectivamente de um sonho. Informação... dados... enquadramento bidimensional... nada mais...
De repente, o meu organismo começa a pulsar, e dessa pulsação ela emerge. O sonho apresenta agora contornos coloridos e aparece-me como um filme, uma realidade onde nos movimentamos. Tridimensional.
Dizem que quando sonhamos com alguém não significa que essa pessoa quer alguma coisa de nós, mas que nós queremos alguma coisa dessa pessoa. Mas que poderia eu dela querer? Quando, nem há um par de dias, até ignorei que ela tinha nascido. Talvez fosse por isso... mas entretanto, lá estava ela. Com os cabelos castanhos escuros arrumados em franja, as bochechas sorridentes, mais o fato à Barney Stinson. Foda-se, o que eu odeio essa personagem!
O pano de fundo reflectia a estética consumista do cosmopolitismo lisboeta, e vinco aqui o factor cosmopolita do meu sonho, mesmo sem ir buscar o senhor Immanuel "pés-de-gato" Kant, ou sequer Henry Miller, porque esse mesmo pano de fundo parecia algo tirado do corte inglês sem L ou da fenáque do Chiado. Aquele tipo de pano de fundo cosmopolita merdoso, das aparências e da futilidade. Mas adiante... Nada de considerações filosóficas muito profundas, que atrapalhem a descrição dos factos. Se é que é possível chamar factos a electrolisações oníricas.
Primeiro ignora-me. Depois já não o consegue fazer, quando os nossos braços se tocam. Inventa meia-dúzia de desculpas femininas. Também existem desculpas masculinas, mas as femininas são mais interessantes.
Quem tem idade para perceber o que é a paixão, sabe como esse sentimento se manifesta. Parece uma onda que vem da outra pessoa e faz nascer uma torrente de energia vinda não se sabe bem de onde. Se do tórax, do abdómen, ou de algum outro lado. Naquele momento, pensei que realmente fosse aquilo que eu queria dela. Talvez um beijo, ou talvez quisesse somente sentir esse sentimento já sentido anteriormente na banda da serpente. Quando se toca música com pessoas com paixão, sente-se um fluxo de uma energia incontrolável a percorrer o corpo. Uma energia vinda da terra, vinda não se sabe bem de onde... talvez fosse isso.
sábado, 1 de outubro de 2011
Dois anos de Ofídio
Para comemorar a magnífica data, eis um wordle com a verborreia destes dois anos.Aos passantes, legentes e comentantes,
dōmo arigatō
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
F - A# - G# - C#
"Smells Like Teen Spirit" rompe com o habitual na monotonia das canções pop que se ouviam até aí, através de uma fórmula de variação dinâmica que já se encontrava presente, por exemplo, no trabalho dos Pixies.
Nevermind é um rastilho, que depois incendiou os media. Os mesmos que já tinham utilizado o termo "grunge" no final dos anos 80, mas que não tinham nenhuma banda que fosse popular o suficiente para o massificar. Um rastilho semelhante ao "Anarchy in the U.K." dos Sex Pistols, que tinha sido lançado quinze anos antes, havendo por isso toda uma geração de pessoas que nunca tinha assistido a nada parecido.
Como qualquer rasgão no status quo musical, o torpedo sonoro entregue pelos Nirvana era pouco complexo e estimulava directamente os centros de recompensa do cérebro. Fazia parte da "Electric Church" popularizada por Jimi Hendrix, outro nativo de Seattle e, ao tempo, um arquitecto da Revolução.
Todas as bandas aspiram à Revolução, penso que esta frase foi dita pelos Sonic Youth, e a música anti-situacionista, seja a do Hendrix, a dos Pistols, ou a dos Nirvana, tem sempre o mesmo objectivo: mexer com a consciência das pessoas, agitar as águas, acordar qualquer coisa dentro da alma das pessoas que previamente estavam a dormir, embaladas pela música sem alma que lhes é fornecida pelo sistema.
Claro que o próprio sistema abraça essa mesma música, para depois a regurgitar e comercializar sem qualquer pudor, mas isso é algo que lhe é inerente. A pancada inicial, essa, fica para sempre, bem como o entalhe resultante na história. Reconhecer o seu contributo actual é algo da mais elementar justiça. O resto é inveja.
Nirvana - Smells Like Teen Spirit
domingo, 18 de setembro de 2011
Todas as cores menos o preto
A mente masculina faz contas. Tal é inevitável. Sabemos que a dívida da Madeira representa 0,3% do PIB português; sabemos que a raiz quadrada de 437 é cerca de 20,904 (temos calculadora) e sabemos que a medida do peito da Mónica Bellucci é de 85 cm (não sabíamos, mas ficámos a saber) exactamente a mesma da Bulma Briefs; sabemos que 117 é um número fictício, tal como a quantificação das expectativas de crescimento para o próximo ano; sabemos que o Bankai da espada espiritual Shinsō, chamada de Kamishini no Yari, consegue atingir o comprimento máximo de 13 km, em menos de 0,08 segundos, deslocando-se a 500 vezes a velocidade do som; sabemos que a resposta para a Derradeira Questão da Vida do Universo e de Tudo é 42, que o Sentido da Vida tem 112 minutos (já com a Crimson Permanent Assurance incluída) e que a distância entre Lisboa e Londres é de cerca 2h30, o que é mais tempo do que o Sentido da Vida.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Cor-de-rosa
Alecia Beth Moore
Tripleto hexadecimal: #FFC0CB
RGB Padrão: (255, 192, 203)
Conselho: Um belo dia para se tomar Fluoxetine juntamente com Martini Rosato, enquanto se ouve Edith Piaf.
Da maneira como as coisas estão, e com o aumento do IVA de 6 para 23% na electricidade e no gás, por mais anti-depressivos que o bom povo tome, não haverá maneira de escapar a sentir a dor desta sangria. Esta medida do memorando de entendimento foi escondida durante a campanha eleitoral e só deveria ser aplicada em 2012, mas o senhor que tem a faca não se preocupa com a carne que corta, que existe sempre a desculpa do desvio, aquele, o "colossal", que as televisões repetem até à exaustão: "colossal, colossal, colossal..."
RGB Padrão: (255, 192, 203)
Conselho: Um belo dia para se tomar Fluoxetine juntamente com Martini Rosato, enquanto se ouve Edith Piaf.
Da maneira como as coisas estão, e com o aumento do IVA de 6 para 23% na electricidade e no gás, por mais anti-depressivos que o bom povo tome, não haverá maneira de escapar a sentir a dor desta sangria. Esta medida do memorando de entendimento foi escondida durante a campanha eleitoral e só deveria ser aplicada em 2012, mas o senhor que tem a faca não se preocupa com a carne que corta, que existe sempre a desculpa do desvio, aquele, o "colossal", que as televisões repetem até à exaustão: "colossal, colossal, colossal..."
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Festa da Chuva
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Metamorphorse
terça-feira, 9 de agosto de 2011
A ilusão da calma
Adelaide Kane
Para mim, a noção de felicidade é estar deitado ao sol na relva do jardim, a beber uma chávena de chá, não desejando nada de especial em relação aquilo que já tenho. Bom, talvez uma wakizashi!
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Trinta e sete
37 é um número primo, o primeiro irregular;faz parte da sequência de Padovan e é um número de Størmer.
É o único número de dois dígitos de base decimal cujo produto, quando multiplicado por dois, subtraído por um, e lido de trás para a frente, é igual ao número original: 37×2=74, 74-1=73, 73 é a leitura inversa de 37.
É o número atómico do Rubídio (Rb) e a temperatura normal do ser humano, em graus Celsius.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Encenação mediática
Mas de grande qualidade, devo afirmar. Basta um comunicado oficial para todos ficarem mais tranquilos e começarem a celebrar. A psique humana é assim mesmo. Precisa de acreditar em alguma coisa, senão o mundo começa a desmoronar-se debaixo dos pés. O ser humano é o animal mais estudado do planeta e há largo tempo que se conhecem as técnicas para o submeter. Ivan Pavlov, Vladimir Bekhterev, John B. Watson, e por aí fora.Deste modo, o ser humano acredita em qualquer coisa que lhe for contada, mesmo que não exista uma cabal prova de tal. Caso já se encontre suficientemente condicionado, conseguirá mesmo negar factos evidentes.
A morte mediática de Osama bin Laden limitou-se a uma análise de custo-benefício. Com a popularidade do presidente Obama a descer e o pouco interesse que este alvo desempenharia na luta anti-terrorista (uma vez que a estratégia de desestabilização interna dos países a conquistar se tornou mais eficaz) optou-se por encerrar esse capítulo da Guerra ao Terror.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
A terceira opção
Cada vez mais acho que o Bleach é uma lição de vida.Zangetsu: "Do you want to fight? Or do you want to live?"
Ichigo: "I want to win."
Zangetsu: "I cannot hear you."
Ichigo: "Just fighting... is meaningless. Just surviving... is meaningless. I want to win."
"Bleach", Tite Kubo.
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