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domingo, 9 de outubro de 2011

Snake Day


PJ Harvey - Snake

The European Snake Society organises its annual Snake Day on Sunday October 9, 2011 at Expo Houten in Houten (5 km south of Utrecht), in the Netherlands.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Banha da cobra

"Trusty" por Aaron Eiland

Peça artística desenhada pelo ilustrador texano Aaron Eiland, que tem como inspiração os comentários recentes feitos por Rick Perry, actual Governador do Texas e candidato presidencial Republicano às primárias da eleição presidencial de 2012.

Visto aqui

domingo, 14 de agosto de 2011

A Serpente Cósmica

Crop circle em West Woodhay, Berkshire, Reino Unido - 29 de Julho de 2011

A serpente do deus Shiva simboliza a sua sabedoria e perenidade. A língua da serpente representa o trishula (sânscrito, três lanças), o tridente com que Shiva destrói os três mundos: o mundo físico onde habitamos, o mundo herdado dos nossos antepassados, e o mundo das construções mentais. No corpo humano, o trishula está localizado no chakra do terceiro olho, o Ajna, local onde os três principais canais energéticos do corpo, os nadis, se unem; na sua ascensão para um estado superior de consciência. O despertar da kundalini.

O número de círculos que constituem o corpo da serpente são 29: o número de kin (dias solares) em que a Lua demora em todas as suas fases. As fases lunares simbolizam o ciclo temporal em que a Criação evolui da sua origem até ao seu final.
O deus Shiva usa o crescente lunar como ornamento, simbolizando a sua natureza para lá do tempo e o seu controlo absoluto da mente.

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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Asperger

Um dos meus traços pessoais será uma suposta dificuldade de relacionamento com o sexo feminino, devendo esta resultar de algo que teria acontecido no meu passado. Lamento, mas nada assim de tão traumático se passou que explique isso. A pele fria e a ausência de emoções.
O meu padrão de ataque é semelhante. Quando o ferro da lança devora a carne, a vítima agoniza com tal laceração. Tal como uma presa que esperneia entre as mandíbulas do réptil, na espera que o veneno inoculado surta efeito.

«If you were to turn into a snake tomorrow,
and began devouring humans,
and from the same mouth that you devoured humans,
you cried out to me "I love you!"
would I still be able to say "I love you,"
in the same way I do today?»
Gin Ichimaru, in “Bleach” por Tite Kubo

sexta-feira, 4 de março de 2011

Serpentes num jardim de Jasmim

Naja egípcia, na Jemaa el-Fnaa, Marraquexe

A melhor maneira de analisar o Norte de África é através da distribuição da Naja egípcia (Naja haje). Quase todos os comentadores, analistas e bloggers falam ou escrevem sobre o Egipto e a Líbia com uma certeza tal que me deixa perplexo, e assim, embora a minha ignorância sobre o assunto em apreço seja avassaladora, não poderia deixar de dissertar sobre a complexidade geopolítica do mesmo. Caso não o fizesse, seria certamente acusado de cumplicidade com regimes ditatoriais e despóticos, qual ser abjecto sem respeito pela humanidade. Embora esta última consideração possa não andar muito longe da verdade.
Ontem, ao ler um texto do MEC (esse escritor tão sobrevalorizado da nossa praça), não pude deixar de pensar que nunca devo ter utilizado a palavra "perfídia" (e que palavra tão bela é) em nenhum texto. Como gostaria eu de ter utilizado a palavra "perfídia", embora nunca tivesse conseguido encontrar maneira de a entalar em nenhuma prosa de autoria. Houvesse maneira da palavra "perfídia", tão bela entre as demais, caber em tal pedaço de retórica, e estaria muito mais desinquietado sobre o facto de a ter de explicar.

Vamos ao que interessa - a cobra egípcia. O meu conhecimento das serpentes do Norte de África (ver aqui a bela prosa deste escriba sobre o assunto) é limitado à víbora de cornos (Cerastes cerastes). Esta não deve ser confundida com a víbora do deserto (Macrovipera deserti), uma áspide de tromba achatada que vive na Líbia, na Tunísia, possivelmente na Argélia, e que, conjuntamente com os americanos, deve ser a responsável por toda a sublevação a que temos assistido nos últimos tempos.
Ainda me lembro, porque não foi há muito tempo, de ler sobre o desinteresse dos media nacionais no problema da Tunísia, quando este começou. De facto, o Egipto chamou a si todas as atenções. Na minha opinião, pela particular característica da sua serpente nacional não ser uma víbora (apesar delas habitarem por lá) mas uma naja, e qualquer pessoa que saiba um pouco sobre o Hinduísmo tem a noção de que se trata de um animal superior, quiçá tocado pelos deuses. Serpentes estas, que ocorrem numa faixa que se estende desde Marrocos a ocidente, até ao Iémen e Omã a oriente, e que não conhecem nenhuma fronteira pelo meio. Chamam os doutos a isto de "efeito de contágio". Mas no fundo, o que sabem eles disto?

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domingo, 17 de outubro de 2010

A Serpente do Deserto

Tinha vontade de lhe contar que também estive em Merzouga, embora não tenha andado de camelo, o que equivale mais ou menos a ir a Roma e não ver o Papa, ou que o aspecto mais impressionante de toda aquela paisagem tenha sido o facto de olhar em volta e conseguir ver sempre a linha do horizonte. Das fotografias que tirei voltado para cada um dos pontos cardeais.
Dizia-me uma vez um professor que eu tive, apaixonado por fractais, que os desertos são os locais por excelência de construção de religiões. As maiores religiões monoteístas tiveram a origem nas suas areias, o que não deveria ser de estranhar, pois o nosso mundo apresenta muitas distracções para os sentidos e o ambiente árido e inóspito do deserto torna-se ideal. Ideal para uma pessoa estar sozinha com ela própria e encontrar a resposta dentro de si. Aquela resposta que as pessoas no quotidiano não ouvem, porque estão imersas em ruído e cujo pensamento está a ser constantemente atropelado por solicitações de outros seres, também eles em busca de uma resposta, mesmo que não a tentem ou não a queiram encontrar.

Não nos convém aproximar muito dos tufos de vegetação. A maior parte das coisas que mordem estão aí escondidas. Enquanto isso, observava o trilho de pegadas de um fenec - "C'est un petit renard!", e eu - "Oui, je sais ce qu'est un fenec!". O meu raro sorriso de boa disposição era revelador disso mesmo. Da certeza de que o feneco, como se diz nesta língua, nunca ser motivo de conversa em lado nenhum português e da maior parte das pessoas deste país nem sequer saber que tal animal existe. Assim desconhecendo, torna-se mais fácil odiar o nosso mundo e por extensão nós próprios. Assim desconhecendo, torna-se mais fácil deixar que outras pessoas se alimentem de nós e nos transformem em escravos, porque a imensidão do deserto não faz sentido nenhum para essas pessoas que tentam viver enclausuradas em ambientes claustrofóbicos, como casas diminutas, e que saem para se tentarem divertir em bares diminutos e que provavelmente nem conhecem o vizinho do lado, tornando-se assim mais fácil. Mais fácil odiar.

O fenec só sai à noite. Por razões óbvias, é um animal de hábitos nocturnos como a maior parte das criaturas do deserto e isso desconsolou-me um pouco, pois não iria ter oportunidade de o ver. Já estava entre as areias do deserto desde antes do amanhecer, após ter
ouvido o adhān em Erfoud ainda deitado, e de, em seguida, percorrer num Defender o caminho até à imensidão.
O nascer do sol é uma experiência quase mística e não me ocorre mais nenhum adjectivo para descreve-la. Acredito que qualquer pessoa reavalie determinadas considerações da sua vida depois de ter experimentado o deserto. Na realidade, o imenso é algo que muda a consciência de uma pessoa mesmo que esta não esteja preparada para isso, e geralmente nunca está.
A serpente detentora do
pensamento estava lá comigo. Os cornos da víbora do deserto cortavam Cronos, o tempo, pois o seu serpentear debaixo dos grãos desse oceano de areia era como um deslizar cortante que tocava em todos os seres humanos, grãos desse oceano chamado consciência universal. Ainda hoje guardo os grãos dessa areia.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Festa de arromba

"Mistress and Servant" (fragmento) por Henning Ludvigsen

O Ofídio comemora um ano de actividade e está-se a cagar para os juros da dívida, para o IVA a 23% e para as medidas de austeridade. Só me apetece rasgar lascivamente o corpo feminino, uma vez que a minha cabeça se encontra atordoada e irrigada de álcool numa ressaca infinita, que morde a sua própria cauda.
Quero agradecer à rapariga caprichosa e insolente que tanto insistiu para que eu tivesse um blogue. Ao longo deste ano, apercebi-me dos três principais objectivos do Ofídio. O primeiro é documentar o colapso, tanto político como social, que nos irá atingir. Em seguida, fazer uma compilação académica dos assuntos que me interessam e por fim, uma tentativa catártica de evacuar aquelas ideias que me atormentam o pensamento e me mantêm acordado. As serpentes nunca dormem.

Obrigado a quem passou por aqui e perdeu algum tempo a ler.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Dormência

A serpente encontrava-se dormente. A perda do Amor, da Amizade e de todos aqueles sentimentos que nos fazem sentir, deram origem a esse luto. O tempo invernoso e o frio das intempéries propiciavam e encorajavam esse estado de espírito.
Enroscou-se em si própria e retirou-se voluntariamente da sociedade.
Com o passar dos dias, esgueirou-se lentamente para o exterior, onde o brilho do Sol lhe queimava os olhos.
A época não ajudava. Mesmo que a inerente mensagem de Paz e Boa Vontade fosse aviltada pelo acotovelar desesperado de humanos, empenhados em cumprir uma tradição.
Perdeu toda a esperança, bem como a alegria em efectuar fosse o que fosse. Mesmo que a celebração de um novo ano fosse a congratulação do facto de estar vivo, esse era um fraco argumento.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O dia da Serpente

As pessoas só deixam ver aquilo que querem mostrar.
Finalmente descobri qual é o meu signo solar Maia.

Serpente (Kan * Chicchan)
Movimento, e a criação de tempo.
Sensual e dinâmico, este signo solar incorpora uma intensa sabedoria instintiva e cria uma ligação desde a origem terrestre até às aspirações celestiais.
Pelo serviço sincero aos outros, a Serpente abre e expande o seu coração.
Serpente, alinha a autoridade e a verdade para trazer a justiça que é célere e certa.
As Serpentes são muito adaptáveis, mesmo fluídas, até se encontrarem aprisionadas a um canto, altura em que explodem.
Serpentes, a venosidade tempera o próprio veneno tal como os outros ao criar atitudes de ressentimento, supressivas ou até destrutivas.

Tom Galáctico: 2
Dois/Dualidade
Misterioso tal como a questão "Ser ou não ser?" O dois é o reconhecimento da separação do Eu de tudo o resto e o desejo do reencontro.
Caminhando por um equilíbrio enquanto faz escolhas de todos os tipos, luz/trevas, macho/fêmea, bem/mal, Yin/Yang, é a energia deste número.
Experimentar as diferenças entre um e outro é o objectivo deste número.

Signo solar Maia aqui