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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O ser humano

Sócrates (1954 - 2011)

O primeiro campeonato do mundo de que me lembro conscientemente foi o de 1982. As revistas brasileiras de quadradinhos; os chamados "gibi"; davam destaque e apoiavam a equipa brasileira, que se esperava que fizesse um grande mundial em Espanha. Foi aí, e lendo sobre eles, que conheci o Sócrates, o Falcão e o Zico. Deste modo, Sócrates já era uma lenda, mesmo antes de o ver jogar.
O futebol moderno não tem, nem nunca voltará a ter, um jogador assim. Nem nunca voltará a ter uma equipa como o Brasil de 1982. No jogo com a Argentina, na altura detentora do título, a bola fica naquilo que parece uma eternidade na posse do Brasil, que ia trocando a bola com o adversário a ver jogar.
A especialização do futebol profissional moderno privilegia jogadores acéfalos, com poucos sentimentos, ainda menores escrúpulos, e que sejam semelhantes a máquinas, para poderem ser trocados, vendidos, injectados e descartados quando deixarem de funcionar. Os jogadores com coração, emoção e inteligência são prejudiciais para o sistema, uma vez que este sistema se alimenta do consumo das massas, num regime tecnocrático que despreza a vida humana.
Sócrates era a humanidade no futebol. A vontade de fazer com que o jogo fosse um conforto da alma das pessoas. Sócrates soube viver, porque uma boa vida é aquilo que se espera que o ser humano tenha.

Imagem: The Inquisitor

domingo, 23 de outubro de 2011

Tempo de Chuva

Caem devagar as gotas de chuva no quintal,
enquanto assim sacodem de manso o limoeiro.
Amanhã verás os mercados do grande capital,
levarem a tua forragem de Inverno por inteiro.
Tudo o que tiveste, ó pequeno burguês, te será levado,
quando os doutores em economês te tratarem como gado.
Mas não te preocupes, que o pouco que te deixarão,
será o que agradecerás, de joelhos e chapéu na mão.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Dakovismo


Mina Leigh, a folhear um livro

A probabilidade de auto-evolução é infinitamente pequena nos seres humanos, mas quando tal acontece, o indivíduo torna-se um deus, uma nova entidade.
O indivíduo do sexo feminino capaz de criar nova realidade a partir do nada tem muitos nomes - tal como o Diabo - nas línguas do élfico negro e do necromântico, e os títulos que são atribuídos a Sua Divindade como "broken doll", "meretrix", "penis of Doom" ou "serva de Hades", revelam a reverência por um ser que se encontra imerso numa existência sombria, por uma deusa das trevas.
O caminho do divino é misterioso, mas a familiarização com os mundos virtuais permite entender melhor o conceito de criação de realidade. "Tudo é ilusão", já dizia o Buda. O nosso próprio mundo é tão virtual como aqueles que julgamos ser assim, criando em nós um efeito de dissociação com a suposta realidade.
Assim sendo, uma nova realidade poderia ser automaticamente criada, caso os seres humanos tivessem a imaginação necessária para operar este milagre. Como afirmava Einstein: "a imaginação é mais importante do que o conhecimento", e ninguém consegue ter mais imaginação do que uma rapariga com as hormonas desequilibradas.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Flagrante delitro

António era um rapaz de Lisboa. Tivesse ele o sobrenome Mora, e talvez fosse este António agora. Talvez da Invicta, talvez do Barreiro, talvez fosse um discípulo do Caeiro. Talvez fosse uma outra pessoa. Pessoa não era António, era Fernando. Tal como o outro, o que foi andando. Aquele do franciscano manto. Aquele a quem todos chamam de Santo. Mas Fernando é nome bárbaro e alemão... António é mais romano e mais cristão... e assim o de Bulhões, se tornou além Pastor, para depois a Igreja-Mãe o tornar um seu Doutor. Mas António será sempre. Para sempre, será António... ou então, será Fernando... de vez em quando.

Impressões acerca do dia da efeméride de Santo António, que coincide com o dia do nascimento de Fernando Pessoa.

sábado, 9 de outubro de 2010

Snake

PJ Harvey, ao vivo no Zenith, Paris (2004)

«You snake you crawled between my legs Said want it all it's yours you bet I'll make you queen of everything No need for God no need for him Just take my hand you'll be my bride Just take that fruit put it inside You snake you dog you fake you liar I've burned my hands I'm in the fire Awooooooh....oooooooohhhh Oh you salty dog you filthy liar My heart it aches I'm in the fire You snake I ate a true belief Your rotten fruit inside of me Oh Adam please you must believe That snake put it in front of me In front of me»
PJ Harvey - "Snake", do álbum "Rid of Me" (1993)

Isto não é uma performance, é uma catarse...

sábado, 2 de outubro de 2010

O Ofídio sente-se Sexy

Sofia Ribeiro, fotografada por Ricardo Quaresma

"Eu sou a primeira e a última, a venerada e a desprezada. Eu sou a prostituta e a santa. Eu sou a esposa e a virgem. Eu sou a estéril e a que muitos filhos tem.
Eu sou o silêncio que é incompreensível. Eu sou a absoluta expressão do meu nome."

Sophia de Jesus Cristo, códice de Nag Hammadi

segunda-feira, 17 de maio de 2010

O Urso de Corbiniano

Um cavaleiro desloca-se para a Cidade Eterna, a cidade que existirá até ao final dos tempos. Ao passar por uma floresta, o cavalo que carregava a sua bagagem é atacado por um urso.
Enquanto o urso se encontra a devorar o cavalo, Corbiniano (era este o nome do cavaleiro) sente que o espírito divino lhe irá dar a força suficiente para aplacar a fera. Esta, apesar da sua fúria bestial, ajoelha-se a seus pés. Instante que Corbiniano aproveita, para prender o carro que levava a sua bagagem ao urso, prosseguindo a sua viagem em direcção a Roma.
Corbiniano foi o orientador espiritual de muitas pessoas durante a sua juventude no Reino dos Francos, e por ser devoto, deslocou-se a Roma, onde foi ordenado bispo pelo Papa Gregório II.
O Papa envia Corbiniano numa missão à Baviera, para evangelizar as populações germânicas. Estabeleceu o bispado em Freising, cidade a Norte de Munique, onde os bávaros eram liderados por Grimaud, o mordomo franco da Austrásia.
Apesar da nobreza franca se ter inicialmente revoltado. A morte de Grimaud em batalha, fez com Corbiniano voltasse à Baviera para consolidar a sua evangelização.

A implicação do "Urso Corbiniano" é a de que "o Cristianismo amestrou e domesticou a ferocidade do paganismo, criando assim a fundação de uma grande civilização no Ducado da Baviera".
Para um Papa de origem bávara, como Bento XVI, esse simbolismo ressoa mais alto. Tal como o facto do urso ser o animal de carga do Senhor, o que simboliza o peso do cargo papal.
Bento XVI sabe bem as dificuldades que o seu pontificado irá atravessar. Por essa razão, sempre foi conservador, afirmando que a doutrina da Igreja não está sujeita a opinião. Sublinhando que o relativismo, ou seja, "aquilo que é verdade para ti, não o é para mim" é um tipo de argumentação que corroí as fundações da sociedade e dos crentes, uma vez que estes dependem da verdade universal.
Todas os totalitarismos converteram ideologias que dependiam de diferentes pontos de vista, e transformaram-nas em verdades absolutas, contribuindo para o falhanço social.
Todo o anticlericalismo que atravessa a sociedade ocidental, especialmente a europeia, mais laica e progressista, confronta as visões do Vaticano nesse aspecto importante, relativizando tudo. O que me leva a pensar que o fardo do pontificado talvez venha a ser muito pesado.

Numa altura em que o líderes políticos mais bem sucedidos são aqueles que dominam a linguagem, não deixa de ser reconfortante, ou talvez não, que o Papa seja um teólogo conceituado, com várias obras publicadas.
O seu nome pontifico significa "o abençoado", devido ao seu desejo de conduzir os crentes através de um cenário e de um tempo de Guerra e o desejo de regressar às raízes cristãs da Europa.
A Europa, apesar da sua herança cristã, amplamente conferida nas cruzes das bandeiras dos respectivos países, tende, progressiva e progressivamente, a afastar-se desses valores. Estes incluem a adoração a Deus, a fidelidade no Matrimónio, a renúncia à mundanidade e à violência, o perdão pelos pecados e o amor incondicional.
Claro que as sociedades modernas, especialmente as europeias, encaram a Liberdade como um valor acima desses todos. A liberdade de não acreditar, a liberdade de afectos e sentimentos, a liberdade de trair, a liberdade da indulgência e do hedonismo, a liberdade de odiar.
A Liberdade versus a Ordem, os demónios versus os anjos. Vivemos tempos apocalípticos e é com essas escolhas que teremos de viver.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Tapete ou Capacho?

"Nós somos nós próprios e a nossa circunstância"
José Ortega y Gasset, filósofo liberal espanhol.

A forma como somos vistos pelas outras pessoas é fundamental na maneira como nós somos e agimos, e vice-versa. Vem isto a propósito da visita de Sua Santidade. Irei escrever um texto sobre o actual Papa, mas só quando este abandonar o nosso país, não vá o Diabo tece-las (quem?). Embora tenha de admitir que me dê um certo gozo juntar estas duas figuras na mesma frase.
Esta minha apreciação não é sobre o Papa em si, mas sobre a atitude dos representantes do Estado português.
Acompanhei na caixa de detritos, o encontro entre o Papa e o Presidente da República. Sem sequer ter motivos para desconsiderar o casal Silva, reconheço que o senhor Aníbal só estava simplesmente contente por ali estar. Tentei procurar pelo Presidente da República, mas nem sinal dele, apesar da guarda ser republicana.
Mas isso talvez seja de mim, que sou irascível.

Não me vou alongar sobre o facto do Estado ser laico, ou das férias serem inconcebíveis na situação económica que o país atravessa, ou qualquer outro tipo de verborreia, cujos exemplos por aí não faltam.
Parece que o país se divide em dois grupos de cegos, aqueles que demonizam a instituição que nos visita e outro, que a defende como se fosse a sua própria salvação.
A tolerância de ponto deve-se ao facto, de que, neste momento, o governo não vai fazer nada que interfira com as (poucas) boas graças da população, ou causar mau-estar desnecessário.
Um exemplo, foi ter aproveitado o facto do país se encontrar sobre o efeito do ópio futebolístico, para anunciar que poderá, eventualmente, ter de aumentar os impostos.
O motivo sobre o qual me vou alongar é, na minha opinião, o mais grave de todos: O facto do Primeiro-ministro ter titulado o Papa de "Sua Eminência". Fiquei absorto.

Vamos por partes: Eu sou um Demónio das Trevas. Pelos menos, sou tanto um Demónio das Trevas quanto o Primeiro-ministro é um Engenheiro, ou seja, para todos os efeitos, sou.
Em seguida, tinha em minha própria conta, o facto de ser altamente inteligente. Pelo menos, o suficiente para conseguir disfarçar a minha forma reptiliana, numa aparência semelhante ao comum dos mortais.
Concedo que não tenho a ambição e hipocrisia necessárias para escalar a pirâmide do Poder. Mas, com mil diabos!... Sua Eminência? Qualquer criança do pré-escolar, mesmo a mais ignorante, narcotizada e acrítica, conhece o título do Papa. Mais valia afirmar logo a sua incompetência de ser o incumbente do executivo.
A juntar a tudo isto, uma miríade de assessores que desconhece o que é um briefing e o protocolo, e vamos todos assim, alegremente, entrando com as botas cheias de lama.

Um tapete é um objecto, feito normalmente de tecido, que é colocado no chão. Geralmente o uso mais comum é o de limpar as solas dos sapatos antes de se entrar numa residência. Utilidade higiénica.
Serve também para dar as boas vindas, mas isso já parte da educação de cada um.
Nunca o Núncio Apostólico deve ter pensado que o tapete português tinha tão má qualidade. Mas pelos vistos, é este que temos e que merecemos. O que vale é que a "nação fidelíssima" irá estar em Fátima, ignorante, narcotizada e acrítica. Local onde o pastor a poderá então abençoar calmamente e pedir o perdão divino para a miséria de representantes que temos.

sábado, 24 de abril de 2010

Xanthos e Pathos: Uma reflexão sobre Abril

Quando era mais novo do que sou hoje, defendia a Utopia como forma de sistema político e enquanto ideal filosófico. Achava algo perfeitamente ao alcance do ser humano e desejável para os indivíduos enquanto sociedade.
Com o passar do tempo, tornei-me amargo e passei a acreditar na Distopia. Claro que a minha fé na Humanidade nunca foi inabalável, nem nunca o foi a minha consideração pela inteligência de pessoas idiotas, fanáticas ou manipuladoras.
No fundo, o direito ao Sonho é aquilo que move todos os humanos. Embora, de alguma forma, eu em determinada altura tivesse perdido essa capacidade. Isto claro, se eu acreditasse que alguma vez a tive.
Mesmo nos meus momentos mais niilistas, eu acreditava no progresso da sociedade. Que um mundo melhor estava ao alcance da vontade humana e não apenas em slogans comerciais...
Após anos seguidos a observar tristemente vários humanos a serem escravizados, não só no corpo, mas também na alma. Agrilhoados por correntes que eles próprios fecham dentro de si e com as quais aprisionam o próprio pensamento, vi-me chegado aquele limite em que parecia estar no fim do mundo conhecido. Naquela parte do mapa em que existia a legenda "hic sunt dracones", a partir daqui - dragões. Mas as terra pericolosa não estão documentadas. Não existe nenhum guia que nos indique o caminho e o próprio mapa apresenta contornos difusos.

As aspirações só estariam justas se a sociedade portuguesa fosse uma democracia, em vez da oligarquia que de facto é. O poder está concentrado numa pequena elite, que despreza o mérito.
Existe de facto, um caminho, mas as armas revolucionárias não se podem calar ao percorre-lo, porque elas nunca dispararam. O apelo à emoção já não existe. Os mais novos que viram Abril encaminham-se para a crise da meia-idade e os mais novos que o não viram, já não o reconhecem. Como um velho tio que todos sabemos que é, mas que não iremos sentir a falta.
A sociedade oligárquica assegura que as suas ovelhas não discutem. Ela assegura e promove a falta de respeito pela autoridade e a sensação de insegurança, criando insidiosamente um desejo por maior controlo das vontades, maior repressão do indivíduo e das massas, limitações de privacidade mais extensas e menos possibilidades de auto-expressão.
Até que por fim, a autoridade do mestre seja suprema, pois ela estará então alicerçada num bem maior... a pacificação securitária dos seus cidadãos. Agora limpos, assépticos e obedientes.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Espírito inquebrável

Giordano Bruno (1548 - 1600)

Desde o tempo em que era um modesto estudante de filosofia na escola secundária, que a figura de Giordano Bruno sempre me fascinou. Talvez tenha sido a sua luta pela defesa dos seus próprios princípios, o que o levou a ser condenado pela Inquisição por heresia e a ser queimado na fogueira.
Celebra-se hoje 410 anos, desde esse dia em que o mártir da liberdade de pensamento foi executado. Uma boa altura para reflectir sobre a nossa própria liberdade de pensamento.
Na altura, a visão de Deus dotada pelo Cristianismo, considerava a divindade uma entidade criadora e transcendente, em oposição às crenças de Bruno numa visão panteística, em que tanto Deus como a Natureza são idênticos, sendo a natureza universal a única merecedora de reverência.

Bruno propunha que a natureza do continuum universal era infinita, indo desta forma além do modelo de Copérnico, ao afirmar que o nosso Sol era apenas uma estrela numa miríade de estrelas semelhantes à nossa.
Contudo, embora a defesa do sistema de Copérnico não fosse bem vista pelas autoridades da época, as razões principais da heresia prendiam-se com considerações teológicas, nas quais, Bruno defendia entre outra coisas, que a pessoa de Cristo não era Deus, mas sim um "mágico habilidoso", que o Espírito Santo era a alma do mundo, e que segundo a misericórdia divina, o Diabo também seria salvo.

O Vaticano reconheceu, cerca de uma década atrás, que a morte de Giordano Bruno foi um "episódio triste". Contudo, o Cardeal Angelo Soldano, na altura Secretário de Estado, tenha defendido os seus inquisidores, mantendo que estes "tinham o desejo de preservar a liberdade e promover o bem comum", uma vez que o aconselharam a se retratar e abandonar as suas ideias.

domingo, 25 de outubro de 2009

Onde está Ele afinal?

Disclaimer: O texto seguinte poderá causar reacções fundamentalistas. O autor reserva-se no direito de exprimir a sua opinião pessoal e ao direito à heresia.

Existe algo chamado Consciência Universal. Trata-se do somatório de todas as consciências individuais e colectivas, unidas em rede e produzindo uma série de ressonâncias espirituais através da Árvore da Vida.
Yddgrasil é um supercomputador cósmico que lança probabilidades sobre a nossa existência. Nada acontece por acaso, todas as coincidências são significativas. Tudo acontece por uma razão e todos estamos ligados através dessa teia que as Nornas tecem.

Este fim de semana decidi encontrar Deus. Embora haja quem esteja uma vida inteira com esse objectivo e nunca O encontre, por alguma razão arrogante eu achei que conseguiria esse desiderato em tal breve espaço de tempo. Sendo eu próprio um avatar das Trevas, inspirado num antigo deus esquecido, para além de ser um devoto templário de uma deusa escatológica e cruel, sinto a emergência do divino em todo o meu ser.

Decidi então empreender a minha busca religiosa no mundo belo e maravilhoso da pornografia online. Se é verdade que Ele se encontra em todo o lado, também se deverá encontrar nesse recanto da nossa existência. Comecei então a receber mensagens de um ser superior. Era algo incompreensível, do tipo: "Parece que você está a usar AdBlocking Software" ou "Conheça uma amiga hoje à noite em Álvaro". Estas mensagens continuam a ser um mistério e gostava que algum Ministro da Fé as interpretasse para mim, especialmente esta última.

Sem perder a fé, porfiei na minha demanda e foi então que obtive a revelação. Surgiu-me nas carnes planturosas de uma bela húngara que se encontrava rodeada por três senhores que a auxiliavam em todos os sentidos, e cuja ligação, infelizmente para minha e vossa desilusão, não posso reproduzir aqui.
Sendo assim, e com a certeza de ter atingido, qual Messias, o êxtase divino, aconselho os seguidores deste texto a interpretarem as pistas dadas pela supra-citada revelação e que qualquer motor de busca mais refinado deverá encontrar.

Este texto apesar de não conter nenhuma escritura sagrada, leva em linha de conta que a perfeição pornográfica é algo bastante sério, que não deve ser tratado de uma forma leviana, e que tal como dizia o filósofo Kant, o ideal de Bem Supremo como relação entre a Felicidade e a (I)moralidade são essenciais para a Ideia de Deus.