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domingo, 2 de outubro de 2011
sexta-feira, 17 de junho de 2011
O meu deserto
O Dia Mundial de Combate à Desertificação devia ser celebrado por todos os que se preocupam com a pressão que os seres humanos exercem no meio. De uma forma simples, a desertificação é a perda de biomassa de um determinado ecossistema devido a causas climáticas e/ou humanas. Nada tem que ver com o despovoamento, que é um conceito completamente diferente. Vou escrever de novo: nada tem que ver com o despovoamento.Não adianta virem com o Priberam ou com o dicionário. Um geógrafo não usa expedientes linguísticos como "ilha deserta"; prefere falar de ilhas desabitadas. Um geógrafo sabe fazer a distinção entre povoamento e erosão do solo.
Desmistificar este preconceito é quase impossível, devido ao facto da generalidade dos jornalistas e dos políticos portugueses ser completamente ignorante nesta matéria, insistindo na difusão do erro.
No fenómeno de desertificação, o solo degrada-se e perde capacidade produtiva. O ecossistema torna-se árido; e a médio prazo, as terras atingidas pela desertificação forçam a população residente a procurar novas áreas mais rentáveis. Ora, como se consegue perceber, nada disto acontece na região das Beiras ou de Trás-os-Montes, por exemplo. O que aí ocorre designa-se por despovoamento.
sábado, 30 de abril de 2011
Ondulação branca
Claro que a explicação científica apresentada é que o fenómeno se deve às correntes ascendentes no interior de uma nuvem de desenvolvimento vertical. Mas nós, que vemos o Bleach, sabemos bem de quem é a responsabilidade.sexta-feira, 4 de março de 2011
Serpentes num jardim de Jasmim
Ontem, ao ler um texto do MEC (esse escritor tão sobrevalorizado da nossa praça), não pude deixar de pensar que nunca devo ter utilizado a palavra "perfídia" (e que palavra tão bela é) em nenhum texto. Como gostaria eu de ter utilizado a palavra "perfídia", embora nunca tivesse conseguido encontrar maneira de a entalar em nenhuma prosa de autoria. Houvesse maneira da palavra "perfídia", tão bela entre as demais, caber em tal pedaço de retórica, e estaria muito mais desinquietado sobre o facto de a ter de explicar.
Vamos ao que interessa - a cobra egípcia. O meu conhecimento das serpentes do Norte de África (ver aqui a bela prosa deste escriba sobre o assunto) é limitado à víbora de cornos (Cerastes cerastes). Esta não deve ser confundida com a víbora do deserto (Macrovipera deserti), uma áspide de tromba achatada que vive na Líbia, na Tunísia, possivelmente na Argélia, e que, conjuntamente com os americanos, deve ser a responsável por toda a sublevação a que temos assistido nos últimos tempos.
Ainda me lembro, porque não foi há muito tempo, de ler sobre o desinteresse dos media nacionais no problema da Tunísia, quando este começou. De facto, o Egipto chamou a si todas as atenções. Na minha opinião, pela particular característica da sua serpente nacional não ser uma víbora (apesar delas habitarem por lá) mas uma naja, e qualquer pessoa que saiba um pouco sobre o Hinduísmo tem a noção de que se trata de um animal superior, quiçá tocado pelos deuses. Serpentes estas, que ocorrem numa faixa que se estende desde Marrocos a ocidente, até ao Iémen e Omã a oriente, e que não conhecem nenhuma fronteira pelo meio. Chamam os doutos a isto de "efeito de contágio". Mas no fundo, o que sabem eles disto?
Imagem
sábado, 23 de outubro de 2010
Karma imediato
Esta semana foi surreal. Desconheço a razão porque me estou sempre a cruzar com raparigas que gostam de brincar com o fogo. Se é a inerente estupidez da raça feminina a causa deste tipo de atitude imatura, ou se existe alguma pulsão magnética da minha parte, que me atrai para esse tipo de pessoas, é algo que não consigo explicar.A juntar a este problema da coronária, que se resolve com uma atitude racional, foi assistir à consequente desumanização de corações e almas devido à informação e à tecnologia, transformando os indivíduos em armas de destruição maciça, através de uma escolha criteriosa de alvos pessoais.
O ego é determinante naquilo que gostamos ou o que não gostamos. A programação individual ajuda o indivíduo a sobreviver, e numa lógica mais complexa, faz com que uma pessoa tenha um determinado peso na sociedade, segundo os amigos que tem ou que deixa de ter.
O entranhar de uma determinada máfia no tecido artístico e cultural do país tornou a premissa principal na necessidade de pertencer a uma capelinha, onde estão os nossos amigos. Aqueles que nos ajudam, independentemente do nosso talento, uma vez que estas personalidades são egocêntricas e deixaram de ter noção da realidade em que vivemos.
O que nos leva à questão do elitismo. Se a massificação de um produto pode ser quase sempre nefasta para a qualidade do mesmo, a selectividade, ou pior do que isso, a falsa selectividade consegue produzir resultados ainda piores. Por elite entende-se um grupo restrito de indivíduos, dominante no interior de uma sociedade e que detém um estatuto privilegiado, motivo de inveja por quem se situa num patamar inferior.
Mesmo que num momento inicial, o ego jure que não vai modificar o seu comportamento ou a sua postura, a venda da alma ao Diabo e o mel sedutor que este oferece conseguem abalar a postura mais estóica. No fundo, todos queremos aquilo que criticamos, e no fim de contas, todos criticamos aquilo que já fizemos. Criticamos quem canta em inglês, apesar de já o termos feito anteriormente. Criticamos as máfias artísticas, mas vamos lá beijar-lhes o rabo e até sorrimos. Criticamos o estado a que o país chegou, mas é tudo conversa de café, e depois dos nossos quinze minutos de indignação, vamos dormir, que amanhã é outro dia.
Criticamos porque não queremos fazer mais nada e só isso nos resta. Quando finalmente formos chamados à elite, essa grande vaca, cujas tetas alimentam uns poucos privilegiados, ficaremos satisfeitos e encontraremos outra coisa qualquer para criticar suavemente.
Uma laranjeira sofria anualmente com as larvas da mosca da fruta. A partir de uma determinada altura, o dono resolveu não regar os ramos da árvore, como era prática comum, nem usar o aparentemente inútil pesticida. A dita árvore começou estão a apresentar um conjunto elaborado de teias de aranha em quase todos os ramos. As aranhas perceberam que naquele local havia algo para se alimentarem e controlaram a população de moscas, restabelecendo o equilíbrio ecológico, o que veio contribuir para uma safra de laranjas sadias.
As melhores soluções são muitas vezes as mais simples, e quem faz jogos desnecessários por vezes dá-se mal.
domingo, 17 de outubro de 2010
A Serpente do Deserto
Tinha vontade de lhe contar que também estive em Merzouga, embora não tenha andado de camelo, o que equivale mais ou menos a ir a Roma e não ver o Papa, ou que o aspecto mais impressionante de toda aquela paisagem tenha sido o facto de olhar em volta e conseguir ver sempre a linha do horizonte. Das fotografias que tirei voltado para cada um dos pontos cardeais.Dizia-me uma vez um professor que eu tive, apaixonado por fractais, que os desertos são os locais por excelência de construção de religiões. As maiores religiões monoteístas tiveram a origem nas suas areias, o que não deveria ser de estranhar, pois o nosso mundo apresenta muitas distracções para os sentidos e o ambiente árido e inóspito do deserto torna-se ideal. Ideal para uma pessoa estar sozinha com ela própria e encontrar a resposta dentro de si. Aquela resposta que as pessoas no quotidiano não ouvem, porque estão imersas em ruído e cujo pensamento está a ser constantemente atropelado por solicitações de outros seres, também eles em busca de uma resposta, mesmo que não a tentem ou não a queiram encontrar.
Não nos convém aproximar muito dos tufos de vegetação. A maior parte das coisas que mordem estão aí escondidas. Enquanto isso, observava o trilho de pegadas de um fenec - "C'est un petit renard!", e eu - "Oui, je sais ce qu'est un fenec!". O meu raro sorriso de boa disposição era revelador disso mesmo. Da certeza de que o feneco, como se diz nesta língua, nunca ser motivo de conversa em lado nenhum português e da maior parte das pessoas deste país nem sequer saber que tal animal existe. Assim desconhecendo, torna-se mais fácil odiar o nosso mundo e por extensão nós próprios. Assim desconhecendo, torna-se mais fácil deixar que outras pessoas se alimentem de nós e nos transformem em escravos, porque a imensidão do deserto não faz sentido nenhum para essas pessoas que tentam viver enclausuradas em ambientes claustrofóbicos, como casas diminutas, e que saem para se tentarem divertir em bares diminutos e que provavelmente nem conhecem o vizinho do lado, tornando-se assim mais fácil. Mais fácil odiar.
O fenec só sai à noite. Por razões óbvias, é um animal de hábitos nocturnos como a maior parte das criaturas do deserto e isso desconsolou-me um pouco, pois não iria ter oportunidade de o ver. Já estava entre as areias do deserto desde antes do amanhecer, após ter ouvido o adhān em Erfoud ainda deitado, e de, em seguida, percorrer num Defender o caminho até à imensidão.
O nascer do sol é uma experiência quase mística e não me ocorre mais nenhum adjectivo para descreve-la. Acredito que qualquer pessoa reavalie determinadas considerações da sua vida depois de ter experimentado o deserto. Na realidade, o imenso é algo que muda a consciência de uma pessoa mesmo que esta não esteja preparada para isso, e geralmente nunca está.
A serpente detentora do pensamento estava lá comigo. Os cornos da víbora do deserto cortavam Cronos, o tempo, pois o seu serpentear debaixo dos grãos desse oceano de areia era como um deslizar cortante que tocava em todos os seres humanos, grãos desse oceano chamado consciência universal. Ainda hoje guardo os grãos dessa areia.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Em Porto Santo chama-se Phoenix canariensis, noutros sítios chama-se nepotismo
Não percebo a razão de ser da tristeza ou da revolta que existe pelo facto de algumas pessoas serem assassinadas por outras, uma vez que tudo está alinhado para que tal ocorra dessa forma.Seja num incêndio florestal que apanhou algum inocente que o apagava, ou das coisas que acontecem na Madeira, estas ocorrências vão-se repetir ciclicamente sem que existe alguém que assuma a sua quota de responsabilidade.
A responsabilidade acaba por ser de todos aqueles que resolvem ignorar o bem estar do seu semelhante, ou dito por outras palavras, o peso recaí sobre todos nós, que no fundo, fazemos um tipo de indignação teatral para depois deixarmos tudo na mesma.
O nepotismo é um tipo de favoritismo concedido a familiares ou amigos, sem qualquer valorização do mérito. Esta falta de ética da sociedade portuguesa atinge o seu expoente máximo na Madeira, uma vez que esse microcosmos é governado quase sem limitações por aquilo que em qualquer lado se designaria por elite corrupta, mas cujas teias de poder nacional impedem que se designe propriamente devido às consequentes ameaças de difamação e ostracismo.
Caso as pessoas em posição de responsabilidade fossem escolhidas pela sua competência e pelo seu mérito, em vez de serem escolhidas pelo cartão partidário, amizade pessoal ou outro tipo de requisitos dos meios populacionais pequenos (esta escala refere-se tanto a Porto Santo como a Portugal) então teríamos finalmente chegado ao século XXI e à convergência europeia.
Mas os portugueses não querem isso. Como pessoas transformadas em ovelhas, vão paulatinamente dando a sua quota de carne aos assassinos voluntários ou involuntários que periodicamente alternam no Poder, e deste modo, os cardeais-sobrinhos vão minando o serviço público enquanto as ovelhas balem. O que vale é que sempre vão caindo umas arribas ou umas palmeiras, senão muitas mais baliriam.
Imagem do Sims. Parece real, mas serve para brincar. Tal como a vida das pessoas.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Festas e romarias *
A praga dos incêndios florestais está de volta. O problema já foi amplamente estudado e as suas soluções são públicas e conhecidas, embora os responsáveis governativos continuem a assobiar para o lado enquanto esta calamidade acontece de forma periódica.Existe uma falta de política florestal. Nenhum governo, desde que eu me lembre, conseguiu responder à pergunta: O que é que nós queremos para a nossa floresta?
Sem a definição de uma política concreta, restam as empresas de celulose, que podem plantar as suas monoculturas livremente e o absentismo dos muitos proprietários rurais, entre os quais está o próprio Estado.
A composição da floresta portuguesa é o factor que mais influência os incêndios que nela ocorrem. Segundo dados de 2001, cerca de metade é constituída por Pinheiro-bravo (Pinus pinaster) com 29,1%, e por eucaliptos, nomedamente o E. globulus, com 20,1%. Estas árvores são utilizadas pela indústria do papel e da celulose devido ao facto de apresentarem um crescimento rápido em relação às outras espécies.
As árvores que faziam parte da floresta autóctone, como os carvalhos (Quercus spp.) ou o Castanheiro (Castanea sativa) perdem cada vez mais a sua importância, em virtude da ganância das empresas de celulose, cujos administradores vão "saltando" entre os concelhos de administração dessas mesmas empresas e os cargos de secretário de Estado e de director geral das Florestas, no Ministério da Agricultura.
Como da parte dos responsáveis pela Agricultura não existe o mínimo interesse em resolver este problema, resta aos ministros da Administração Interna (actualmente Rui Pereira, e anteriormente António Costa) enfatizarem a miríade de meios aéreos e terrestres (adquiridos por um Estado endividado) à disposição e aparecerem com uma cara muito consternada nos funerais de bombeiros que se irão realizar por esse país fora.
* como vem referido aqui: "O titular da pasta da Administração Interna insistiu ainda para que os portugueses tenham comportamentos correctos, nomeadamente no próximo fim de semana, altura em que são previsíveis altas temperaturas e centenas de festas e romarias por todo o país."
Imagem daqui
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Reciclem-nos
Um homem novo precisa-se. Desde os anos 70 que este dia é dedicado à tomada de consciência do ambiente terrestre. Actualmente, com a ligação em rede entre os humanos através da Internet, a tomada de consciência parece operar-se a nível global.Este dia é similar ao do Ambiente cuja cimeira anual vai ter lugar no Ruanda, sob o lema irónico de "Muitas Espécies, Um Planeta, Um Futuro".
A deusa Gaia dos gregos antigos, representava a Terra Mater, a personificação da natureza selvagem, enquanto que a deusa Deméter era a personificação da natureza domesticada pelo homem.
Nos anos 70, o ecologista James Lovelock baptizou a sua hipótese ecológica com o nome de Gaia. Considerando a Terra como um organismo vivo, uma vez que a biosfera é moldada por um sistema dinâmico e auto-regulador, que a mantém em condições estáveis para a vida. Inicialmente ridicularizado, tem sido reabilitado recentemente. Na sua opinião, já é tarde para reparar os danos ao planeta.
A humanidade já esteve à beira da extinção, ficando reduzida entre os 3000 a 10000 indivíduos, à cerca de 70 mil anos atrás, quando se deu a erupção do vulcão Toba, na ilha de Sumatra. Esta erupção mergulhou a Terra num inverno vulcânico durante uma década.
O evento Heinrich, um ciclo de alterações climáticas que engloba a alteração das calotas polares e consequente modificação das correntes oceânicas pode ter contribuído para a extinção do Homem de Neanderthal, à cerca de 30 mil anos. Em virtude do seu regime alimentar específico, o Neanderthal não se conseguiu adaptar às mudanças ambientais do fim da era glacial.
A extinção fez parte do destino das espécies mais vezes do que pensamos. Claro que já estamos longe da guerra fria e da "Mutual Assured Destruction", mas o equilíbrio periclitante em que a espécie humana se mantém, não difere muito desde essa altura.
A guerra hoje em dia é feita de forma diferente. Na cimeira de Copenhaga, as nações da Terra reconheceram que o aquecimento global é inequívoco, estabelecendo assim, uma taxa de emissão de dióxido de carbono. Instrumento este, que permite controlar estados soberanos com menor poder económico e militar, perpetuando desta forma o sistema que nos levou a esta situação.
Dependemos em grande medida, da tecnologia, sobre a qual nos sentamos e pensamos que somos invencíveis. A própria ideia de colonização climática advém da transferência de energias renováveis para os países em desenvolvimento. Embora a ideia de invencibilidade tenha vindo recentemente a perder força, devido ao impacto das catástrofes naturais que se repetem a um ritmo cada vez mais frequente (o "ano dos furacões" de 2005 e o tsunami do Índico de 2006) quase todos os seres humanos estão programados para não pensar muito no assunto.
A recente erupção do Eyjafjallajökull (que no fundo, não é assim tão difícil de pronunciar) é sintomática disso mesmo, com os passageiros aéreos sem a mínima capacidade de improviso para lidar com um evento natural.
Tal como o Neanderthal era dependente da caça de animais de grande porte, os humanos actuais são dependentes da tecnologia. Paradoxalmente, os povos mais preparados para sobreviver ao desastre anunciado, serão aqueles cujo modo de vida não necessitar de grandes modificações face à penúria de recursos. Talvez seja esta a grande ironia que o nosso planeta nos reserva.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Foi mesmo por acaso (se ele acaso existir)
Quando escrevi o texto anterior, resolvi deixa-lo a descansar uns dias antes de o publicar, como habitualmente faço. Devido ao facto de abordar temas sensíveis, poderia não me rever posteriormente nele.
Entretanto acontece isto.
Aqui está parte do texto que o deveria ter acompanhado:
"Terramoto cataclísmico destrói a cidade de Lisboa.
A sociedade colapsa devido à anarquia institucional.
Revoltada com os acontecimentos, a população procura um bode expiatório em grupos étnicos minoritários. Estes recebem o mesmo tratamento que os judeus, um quarto de século atrás."
As previsões têm destas coisas. Embora se espere que a situação actual não seja ainda mais grave do que se supõe, houve algo que não consegui entender: Um sismo tem a capacidade de destruir todo o tipo de infraestruturas, inclusive o abastecimento da rede eléctrica. Apesar disso, alguém conseguiu comunicar através do skype e fazer actualizações de estado no twitter. Com os media tradicionais a falarem em twitts e afins, ao relatarem a situação. Fantástico.
domingo, 4 de outubro de 2009
Estupidez até à extinção

Um destes dias vi o documentário "The Age of Stupid" sobre a dinâmica apocalíptica da mudança climática.
Graficamente o filme é muito bom, mas a partir de uma certa altura começa a ser algo repetitivo, em minha opinião.
Gostei da parte que se refere a uma citação de Alan Greenspan, economista e actual ex-Presidente da Reserva Federal Americana, que eu desconhecia:
"I am saddened that it is politically inconvenient to acknowledge what everyone knows: The Iraq war is largely about oil"
Que edificante!
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