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quinta-feira, 13 de junho de 2013

Os indecentes

Existe uma confluência tribal em Portugal entre o Partido Social Democrata e o Futebol Clube do Porto, intercessão de interesses que assomou ao poder em finais dos anos setenta, princípios dos anos oitenta, através da promoção do sectarismo. Para além do ódio ao vermelho, o que identifica esta confluência é a tentativa de dividirem o País, colocando portugueses uns contra os outros, para no meio dessa espécie de guerra civil levarem adiante verdadeiros actos de banditagem contra o Estado de Direito. No pós-25 de Abril, este nunca os conseguiu travar devido ao facto de se encontrar manietado pela sua própria inacção, o que motivou uma sensação de impunidade desta nova elite de personagens tão conhecidas do grande público, como o autarca Luís Filipe Menezes ou o líder parlamentar Luís Montenegro.
A verdadeira face desta gente revela-se na plenitude neste twit de Cabreu Amorim, deputado do PSD e adepto do FCP, acerca dos magrebinos e que é tão estúpido que só dá para rir. No entanto, nada é inocente naquilo que um propagandista como o Cabreu Amorim diz ou escreve. A guerra norte-sul foi uma manobra de manipulação de massas que começou com Pinto da Costa e que deu bastante jeito ao FCP para se tornarem o que são hoje, ao tentarem alienar a homogeneidade nacional que o Benfica tinha e ainda hoje tem. Não passando só por comprar árbitros, a estratégia sempre foi mais abrangente. Embora os jornalistas e políticos vendidos sejam menos mediáticos.

Aqueles que deveriam denunciar a manipulação têm o problema de se considerarem elitistas o suficiente para acharem que a bola está abaixo da política, não devendo ser dada muita atenção à primeira sob pena de levarem com o epíteto de populistas. No fundo, ambas são uma guerra tribal onde o Cabreu utiliza as mesmíssimas tácticas: o apelo à emoção, a arrogância iluminada e o desprezo por quem o lê. A função de Cabreu é a de arrebanhar pessoas acéfalas para a causa PSD/FCP, e já nem sequer entro pelo teor xenófobo do twit, que é indigno de um deputado da República.
Cabreu Amorim desculpou-se mais tarde pelo comentário, como o bom hipócrita que é, porque isto de ser candidato à Câmara de Gaia oblige. Hipocrisia essa, que já se tinha visto quando criticou o ministro Vítor Gaspar. O que lhe valeu a carinhosa alcunha de "ratazana gorda" entre os seus correligionários, devido à expressão idiomática sobre roedores e navios a afundarem. Não se pode agradar a todos.
O próprio ministro Gaspar aproveitou para fazer uma piada, uma vez que está na moda fazerem-se piadas com o Benfica, naquilo a que os americanos chamam de fair game. Piada que surtiu efeito, uma vez que se ouvem as gargalhadas da audiência. Contudo, Gaspar não sofre com o Benfica, como ele diz, uma vez que é um psicopata, e as características de um psicopata são a falta de empatia e a superficialidade emocional. Por isso, não... Gaspar não sofre. Mas goza.

terça-feira, 23 de abril de 2013

A azia como modo de vida

O semblante feminino retrata os instantes finais de uma das três derrotas que o Sporting sofreu frente ao Rio Ave esta temporada, e espelha bem a angústia de duas equipas que não estarão na Liga dos Campeões na próxima época. Talvez tenha sido um dos jogos onde o guarda-redes Rui Patrício esteve na área adversária a tentar o golo do empate, perante as gargalhadas de quem aqui escreve, uma vez que a Schadenfreude é uma das formas onde o meu humor encontra o sentido.
Com isto pretendo demonstrar que as desculpas em forma de grande penalidade que a lagartagem foi pródiga em desencantar, no recente derby com o Benfica, são um tipo de conforto emocional que lhes permite enganarem-se a si próprios. Uma vez que a realidade é sempre mais difícil de encarar, especialmente se for angustiante.
O Sporting vinha embalado pela melhor série da época, três vitórias tangenciais. Uma delas frente a um treinador "adversário" que é ao mesmo tempo dirigente do Sporting, mas que é "profissional" e até vaticinou a vitória da equipa do Lumiar sobre o Benfica, antes da equipa que treina ter perdido em casa com o Porto.
O anti-benfiquismo surge quando os adeptos rivais deixam de ter argumentação e se dedicam simplesmente a ser contra o Benfica. O facto de serem contra o Benfica é a razão da sua existência. Nada mais interessa. Eles pouco se importam se o Sporting ou o Porto perdem, desde que não seja contra o Benfica. A falácia argumentativa que sustenta o anti-benfiquismo chama-se argumentum ad odium e como se percebe, não só é intelectualmente desonesta como é imatura e mesquinha.

Não gosto da manipulação nem que me atirem areia para os olhos. O Benfica jogou com uma equipa que está a quase quarenta pontos abaixo e que até entrou afoita, mas percebeu-se rapidamente que no instante em que o Benfica forçou o portão, aquilo rebentou e foi golo. O Sporting rebentou, juntamente com o Eric Dier e o Miguel Lopes, porque não tem ritmo suficiente para aguentar o momento em que o Benfica carrega no acelerador. Tal como a vitória moral que o Benfica teve no empate frente ao Barcelona, é fácil de perceber que se o Barcelona tivesse aumentado o ritmo teria ganho sem dificuldade esse jogo.
O lateral-direito do "Barcelona C", como foi apelidado pelos anti-benfiquistas, numa tentativa de menorizarem o jogo do Benfica, chama-se Martín Montoya e é melhor do que o Eric Dier, o Miguel Lopes e o titular-lesionado Cédric juntos. Trata-se de uma questão de escala e dos sportinguistas admitirem a mediocridade da sua própria equipa. O lateral-direito do Benfica, de seu nome Maximiliano, é somente semifinalista do Mundial e vencedor da Copa América, embora os sportinguistas não gostem dele porque defende muito em cima e não estende uma passerelle como os defesas do Sporting costumam fazer. Aqui já é mais uma questão de estilo.
Poderia ainda referir o segundo golo, mas não existem imagens deste, uma vez que a empresa do magnata Joaquim Oliveira mandou remover o vídeo do Youtube, não fosse o pintinho ficar com azia. Embora sempre se possa perguntar ao Rinaudo e ao André Martins, que ainda devem estar no estádio à procura do Gaitán.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Questões verdadeiramente pertinentes

Galhofa na SIC Notícias. Mário Crespo, Vicente Jorge Silva e Zé Luís Arnaut a discutirem os estatutos do PS ao pormenor, com o artigo cento e tal a ser esmiuçado, para explicar porque é que o Seguro é um golpista, para no final não haver um segundo que fosse para falar dos 15% de desemprego. Diz o inefável Crespo: "Os 15% de desemprego seria um assunto interessante, mas já não temos tempo."
"De seguida, rigorosamente a não perder, Paulo Garcia no Dia Seguinte" porque é preciso continuar a hipnotizar as pessoas.
Mas porque razão é que eu continuo a ver aquela merda?

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Dei Gratia

Jaime Graça (1942 - 2012)

Jaime Graça fez parte da equipa que ganhou o campeonato sem derrotas, e que construiu a mística benfiquista enquanto eu crescia. Obrigado Jaime Graça.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O ser humano

Sócrates (1954 - 2011)

O primeiro campeonato do mundo de que me lembro conscientemente foi o de 1982. As revistas brasileiras de quadradinhos; os chamados "gibi"; davam destaque e apoiavam a equipa brasileira, que se esperava que fizesse um grande mundial em Espanha. Foi aí, e lendo sobre eles, que conheci o Sócrates, o Falcão e o Zico. Deste modo, Sócrates já era uma lenda, mesmo antes de o ver jogar.
O futebol moderno não tem, nem nunca voltará a ter, um jogador assim. Nem nunca voltará a ter uma equipa como o Brasil de 1982. No jogo com a Argentina, na altura detentora do título, a bola fica naquilo que parece uma eternidade na posse do Brasil, que ia trocando a bola com o adversário a ver jogar.
A especialização do futebol profissional moderno privilegia jogadores acéfalos, com poucos sentimentos, ainda menores escrúpulos, e que sejam semelhantes a máquinas, para poderem ser trocados, vendidos, injectados e descartados quando deixarem de funcionar. Os jogadores com coração, emoção e inteligência são prejudiciais para o sistema, uma vez que este sistema se alimenta do consumo das massas, num regime tecnocrático que despreza a vida humana.
Sócrates era a humanidade no futebol. A vontade de fazer com que o jogo fosse um conforto da alma das pessoas. Sócrates soube viver, porque uma boa vida é aquilo que se espera que o ser humano tenha.

Imagem: The Inquisitor

domingo, 27 de novembro de 2011

O último recurso do guerreiro frustrado


Isto compreende-se. Eles queriam sentir o Inferno da Luz, e como a equipa deles não chegou a aquecer, foi este o resultado. Um psicólogo social poderia explicar as causas profundas da frustração, mas parece que esta gente já aprendeu o significado de superioridade ilusória e já consegue baixar a crista. Pelo menos os mais inteligentes, se bem que as capacidades cognitivas desta seita deixem um bocado a desejar.
Os hominídeos primitivos também sabiam fazer fogo. Não é complicado. Se virassem toda aquela frustração contra a desculpa de equipa e de direcção que têm, ficariam muito mais aliviados. Se fosse em Alvalade, sempre podiam ter batido nos polícias ou tentado o suicídio no fosso, que ficava-lhes mais barato.

Imagens: Lusa/José Sena Goulão

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O Triunfo dos Porcos

"Euro Pigs", por Trumble

Uma dose colectiva de alprazolam para a mesa do canto, para a malta se esquecer de como é vista lá fora e de como é traída cá dentro. A França é a nossa besta negra e a Holanda tem vontade de se desforrar dos espanhóis, "A cada cerdo le llega su San Martín". A Inglaterra tem, talvez devido ao peso da libra esterlina, uma longa tradição a tratar dos irlandeses, e a Grécia já é propriedade da Alemanha. A Itália tem a Goldman Sachs a preparar-lhe o presunto.
A Croácia tem o kuna, a Dinamarca e a Suécia têm a coroa, tal como a República Checa, apesar de ser uma república; a Polónia tem o zlóti, a Rússia tem o rublo e a Ucrânia tem o grivna. Euro... qual euro?

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Alienação em três actos

Acto I: A bola enquanto produto cultural.
Existe ainda aquela noção romântica do futebol de defender um emblema sem outra recompensa que não seja a paixão pelo desporto em si. Mas isso é algo que hoje em dia está completamente arredado do futebol profissional e deve ser posto de parte neste exercício teórico. O objectivo aqui é sintetizar algumas ideias que definem a minha posição em relação a este fenómeno quasi religioso e tão semelhante ao "ópio do povo" marxista. O desporto em si chama-se association football e todo o impacto cultural em torno dele toma o nome de "bola".
O entretenimento desportivo para adultos, cuja invenção cultural é algo recente, foi estudado pelo britânico Alan Watt, que analisou a forma como os adultos sob o seu efeito ficam mentalmente presos na idade dos quinze anos. Este narcótico de massas nada tem a ver com a educação física, que é uma das etapas da instrução natural do indivíduo, embora, qual sanguessuga, o futebol corporativo se aproprie deste conceito para criar esquemas legais em proveito próprio, como o estatuto de utilidade ou de interesse público e o posterior beneplácito e adulação por parte do poder político.

Acto II: A mentalidade de rebanho.
A manipulação das massas é algo que tem sido estudado pela psicologia e posto ao serviço das corporações que têm o objectivo de controlar o indivíduo, perdido no meio da massa anónima. O papel privilegiado da Igreja em juntar o rebanho foi ocupado numa sociedade pós-industrial pelo deporto de massas. Mais uma vez, Watt afirma que, nos cem anos do "anglo-american establishment", esta reforma cultural foi projectada e implementada de forma consciente e eficaz. Watt refere H. G. Wells, o escritor de ficção científica que preconizou as "arenas desportivas", que se espalhariam pelo mundo, numa altura em que ninguém acreditaria que tal seria possível.
A pergunta pertinente a fazer é de que forma poderemos combater este esquema corporativo se estamos envolvidos na nossa própria guerra tribal? A resposta é simples: não se consegue. A tomada de decisões acontece num nível superior ao da nossa própria comunidade, uma vez que esta se encontra destruída e a energia dos indivíduos está canalizada para o desporto corporativo de massas, devido à orientação e para benefício dos nossos líderes culturais e engenheiros sociais.

Acto III: Valerá a pena alimentar o monstro?
Alan Watt afirma que quando se retira a virilidade ao individuo, este projecta-a em outros. Neste caso, numa equipa ganhadora, uma vez que, na realidade, esse mesmo indivíduo não tem poder nenhum. A atitude reprovável que certos pais tomam, ao filiarem um filho recém-nascido num determinado clube, mostra que desde cedo somos obrigados a escolher um lado da guerra, devido ao facto inerente de sermos seres tribais, seja de forma consciente ou não. Na opinião de Watt, esse tipo de "weekend warrior" é uma anedota. Eu simplesmente penso que é um ser básico.
Mas porque razão tomo eu partido numa guerra tribal? Se não tenho qualquer tipo de compensação por isso, seja financeira, emocional ou outra, como acontece com a generalidade de paineleiros e colunistas da bola. A questão está intrincada no princípio da guerra. Segundo a definição de Clausewitz: "A guerra é assim, um acto de força para obrigar o inimigo a fazer a nossa vontade" e a coerção é uma qualidade reptiliana. Pessoalmente acredito que a guerra é um aspecto integral da cultura humana, de que não podemos fugir, seja na guerra verbal entre indivíduos ou no conflito entre nações.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Onze

Foram, pelo menos, quatro dias seguidos, com direito a meia hora diária nos telejornais; a reportagem sobre o assunto primordial para a vida dos portugueses: o relvado da Bósnia. Certas coisas nunca mudam. Apesar dos jornalistas já conseguirem pronunciar Zeni-tsa, ainda não conseguem pronunciar Kustori-tsa, mas vamos a ter fé na evolução da fraca inteligência das criaturas, especialmente se nem todas forem como o espécime Nuno Luz.
Vou de seguida justificar o meu desapoio à selecção, antes que me acusem de ser anti-patriota ou simpatizante terrorista: uma selecção que paga uma viagem, com o dinheiro dos contribuintes, para que Pinto da Costa vá passear a Copenhaga com uma prostituta, não merece credibilidade nenhuma e "só pode parir abaixo do zero." Isso não é Portugal. Isso é uma propriedade privada dos vermes Madaíl e Amândio; e que futuramente irá pertencer a Fernando Gomes, adjuvado pela quota governamental na pessoa de Hermínio Loureiro.

As alminhas que agora se indignam pelo estado lamentável do relvado, e se carpem com queixas à UEFA, são as mesmas que nada disseram acerca das brincadeiras com a iluminação em Braga, ou com as mentiras encomendadas que fizeram as delícias da comunicação social. Em ambos os casos, o provincianismo de quem tem de usar esquemas anti-desportivos para tentar ganhar, ou pelo menos, para tentar quebrar o ímpeto do adversário.
Segundo se diz, as equipas de Association football têm onze jogadores, porque no século XIX era esse o número de lugares dos dormitórios das escolas inglesas. No campo, são onze contra onze. A expressão "décima-primeira hora" refere-se ao último momento em que é possível tomar alguma medida, o que normalmente implica uma situação de emergência ou de perigo. Onze é o primeiro número que não se consegue contar com os dedos, sendo talvez por isso a percentagem favorita dos agiotas medievais, popularmente designados por "onzeneiros".

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O doutor recomenda

O Conselho de Ministros ia apresentar mais medidas de austeridade, mas como Portugal perdeu, fica para outro dia. Tratou-se de um erro estratégico. Qualquer pessoa minimamente inteligente percebe que uma defesa constituída pelo João Pereira ou pelo Rolando é simplesmente uma merda.
Pode parecer um pouco despropositado estar aqui a crucificar dois jogadores que, no fundo, fizeram aquilo que eu esperava deles. Não se pode desgostar de pessoas assim. O que me abespinha é existirem pessoas a jurarem a pés juntos e a exaltarem com a sua suposta qualidade.
Recuando até ao momento de maior glória da "época Paulo Bento", temos o jogo de Novembro do ano passado, em que espetámos quatro à Espanha, e onde o Capdevila, que é um jogador banal, apesar de ter sido campeão do mundo e europeu, fez o que quis e lhe apeteceu do João Pereira. A semente do desastre já estava plantada, mas claro que a euforia de termos ganho desprezou esse facto. Nesse jogo foram titulares, e jogaram de facto, o Bosingwa e o Ricardo Carvalho.

Mas fico contente pela azia. Pela azia de Pinto da Costa, que se deslocou a Copenhaga, onde lhe foi servida uma sopinha de Ministério Público. Pela azia do secretário do Desporto, Alexandre Mestre, o homem do "pensamento estruturado". Pela azia do ministro Miguel Relvas. Pela azia de Madaíl. Pela azia de Amândio de Carvalho. Pela azia do repórter Nuno Luz - já ninguém se lembra do "mama... filhos da puta!" - e por fim, pela irritação de Paulo Bento. Ele que, mais do que ninguém, fez da frase "condutor de homens", uma coisa completamente dissociada da sua figura.
Assim, compreendo a razão pela qual o doutor da sexualidade, Machado Vaz, seja um dos vários comentadores da bola. As pessoas referidas são doentes. Muitas delas com problemas de erecção devido à idade avançada, e torna-se necessário um especialista.
Embora os opinion-makers da bola sejam mais do que as mães, o povo precisa de se entreter com o seu ópio, e existe a necessidade desses comentadores fazerem uma terapia de grupo ao bom povo e de o liderarem. Especialmente se, como foi o caso, o ópio for de má qualidade.

sábado, 24 de setembro de 2011

O jardineiro das anonas

Isto sem bombas incendiárias não é a mesma coisa. Onde é que já se viu um clássico sem uma declaração da guerra tribal que lhe está associada. Maldita gente, que pensa que isto é só um jogo de futebol. Deve haver aqui mão da Administração Interna, que o antigo ministro deixava-se fotografar por entre os croquetes das festas da Luz, distribuindo incompetência. Desta feita, nem uma subida de tom, nem uma bolinha de golfe, e com o antigo ministro relegado a mero opinador do Correio da Manhã.
Devo esclarecer que este tipo de postura favorece a equipa que é naturalmente mais sofisticada, apesar da sua componente popular, uma vez que os tripeiros medram no ódio e na confusão que estes próprios geram.
Cada golo de empate foi como se fosse uma facada na alegria portista, e assim é que deve ser. Na guerra não existem empates, apenas vitórias tácticas.

“Ontem eu reparava no sorriso das vacas, estavam satisfeitíssimas olhando para o pasto que começava a ficar verdejante”, perorava Aníbal Cavaco Silva, continuando a abusar dos sufixos superlativos absolutos, e indicando que, de facto, os bovinos não se poderiam encontrar mais satisfeitos do que aquilo que já estavam. Desconhece-se se estava a referir-se aos adeptos do Sporting.
O afamado político teceu ainda algumas considerações sobre a poda das anonas, um fruto neotropical, tal como os jogadores sul-americanos, em amena conversa que manteve com um experimentado agricultor de anonas e abacates da ilha Graciosa. A explicação deste último acerca do facto da poda não ser essencial neste tipo de planta, convenceu o chefe de Estado a não fazer a poda em algumas das anonas das quais é feliz proprietário.

Nota: O chá de anonas é bom para a hipertensão, irritações cutâneas, nevralgias, complicações nervosas, palpitações, insónias, indigestão, disenteria, diarreia, febre, náuseas, espasmos musculares e restantes maleitas que possam atacar o Jorge Fucile.

domingo, 21 de agosto de 2011

Outras relvas

Parabéns a Portugal. Sem estar a querer desmerecer o esforço, parece que se tentou embarcar numa onda de euforia narcotizante. A hiena governamental lá viajou, certamente em classe económica, para tirar a fotografia junto dos jovens heróis. Os putos não mereciam isso.
Algo que não é tido em conta nas análises dos experts futebolísticos da nossa praça. Tal como me parece claro que um jogador como o Roderick, caso fosse titular no Benfica, seria crucificado ao primeiro buraco que desse, também me parece evidente que o Nélson Oliveira seria um bom avançado, quando comparado com o Alan Kardec de há dois anos.
Todos eles bem melhores do que o árbitro que fez greve ao jogo do Sporting, o suposto "incompetente". Epíteto que lhe foi atribuído pelo presidente dos lagartos, como forma desesperada de disfarçar o facto de terem uma bela merda de equipa. Bem que podiam aprender a jogar à bola com o Portugal Sub-20.

Imagem

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

As Putas

Voltou o circo das putas, a guerra tribal, o campeonato nacional, mais a reentré do Pontal. Voltaram as putas sem tesão da Universidade de Verão. Voltou a sodomização, sem pedir licença, do Pinto cabrão, mais os penaltis do Benquerença.
Voltaram os jornalistas pés-de-microfone, a semente dos tiranos, que tocam na vara do trombone, enquanto lambem alegremente o ânus.
Voltou o ministro da Defesa, que antes tinha sido da Justiça, dizer que havia muita despesa, que a culpa é dos outros... da linguiça. "Sentido de Estado? Isso é para meninos! O que interessa é a putaria... Até arrasto uma companhia, se preciso for! Faço isso sem nenhum pudor."
Essa gente sabe lá o que é ter sentido de Estado! Gente séria trata dos assuntos internamente, sem vir lavar a roupa na praça pública. Esse é um comportamento apropriado das... agora esqueci-me do nome... ah! ...das putas... certamente.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Final olímpica

Hoje joga-se uma final olímpica. Vai ser olimpicamente ignorada pela maioria dos portugueses.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Lucidez

Vocês perderam porque a vossa defesa é uma porcaria e o vosso ataque é inofensivo. Vós já não tendes alma suficiente para ultrapassar uma tal diferença de poder. Vós viveis na ilusão da vossa suposta grandeza. Vós meteis dó.

"...isto é indigência desportiva"

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Faena

Podemos oficializar isto. Foi desta que os portugueses voltaram a estar de vez com a equipa nacional, embora muito falte ainda decidir na qualificação.
Deixo aqui que nunca acreditei em Paulo Bento, apesar de ter apreciado uma sua entrevista televisiva onde apelava à união e a mais união. Tarefa que pelos vistos, não se mostrou difícil de conseguir, tanto na coesão do grupo como no acreditar das gentes.
Agradou-me já haver Bosingwa, Moutinho, Carlos Martins, Postiga e Rui Patrício, que não foram ao Mundial, bem como de Pepe e de Nani, que apesar de lá terem ido, foi como se não tivessem lá estado. Não incluo João Pereira neste lote, porque apesar de não ter estado propriamente mal, chegou atrasado a todos os cruzamentos de Capdevila. Algo que quase nem se notou.

Mais de meia equipa nova e a exclusão de outros elementos que andavam a apodrecer o ambiente, tornou esta equipa mais competitiva. De tal forma, que conseguiu espetar quatro golos ao actual campeão mundial, europeu e rival histórico que nos eliminou. Algo que nos estavam a dever e cuja motivação foi evidente.
No fundo, apesar de ter sido uma bela faena e um bom tónico motivador, os espanhóis é que continuam com a estrela em cima do emblema. Mas pelo menos o futuro está à vista.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

As guerras são um assunto sério

Poderia parecer algum tipo de desonestidade intelectual da minha parte parte dizer que o resultado no Dragão se deve ao facto do Benfica ter enfrentado uma organização mafiosa. Mas, vamos lá, o FC Porto é a Máfia - um bando de corruptos e uma corja de bandidos.
Agora que isto está esclarecido, vamos prosseguir.
Como organização mafiosa que são, a família tripeira encara o objectivo de ganhar à majestade como uma guerra. Sem lhes interessar se agridem ou matam quem quer que lhes impeça de ganhar dinheiro através de esquemas ilegais. O combate a este tipo de organizações passa por uma atitude audaz e temerária a intimidações, jogos de palavras ou tácitas terroristas. Deve-se responder na mesma moeda. As guerras são um assunto sério.
Uma vez que Portugal se apresenta como o reduto ideal para as organizações criminosas, devido à perda de autoridade do Estado, da impunidade judicial dos indivíduos com poder e da generalização absoluta da corrupção, torna-se mais difícil lutar contra a Máfia. Tal não é impossível, como foi demonstrado o ano passado, quando o Ciclo da Mentira foi quebrado. No entanto, contra a Máfia não se pode facilitar ou corre-se o risco de se ser esmagado.

O Benfica é o campeão nacional. Campeonato ganho de forma absolutamente limpa, apesar da lama que lhe foi e que continua a ser atirada pela invejosa Máfia tripeira. Repondo a verdade que não convém lembrar, os mafiosos ficaram em terceiro lugar, que são dois lugares abaixo do de campeão.
A Máfia opera a um nível insidioso e chega a comprar as equipas com as quais joga, como aquela de Leiria, que por opção, defrontou os tripeiros sem nove dos habituais titulares.
Confesso que já estou um bocado farto da rábula das bolas de golfe, à qual se juntou agora a das galinhas. Se este fosse um país onde a Máfia não governasse e houvesse autoridade de quem seria suposto, o recinto tripeiro seria interditado até ao final da época. Mas claro que a corrupção mafiosa chega a todo o lado.
O tom de gozo reflecte-se na sensação de impunidade da Máfia, que faz com que esta apedreje os seus adversários com o beneplácito das autoridades. Força mental é necessária para lidar com estes tipos. A Máfia é orgulhosa e necessita destas massagens no ego para dar sentido à sua giesta corruptora.

Neste momento, muitos benfiquistas criticam as opções tácticas que desfiguraram a equipa e a atitude de medo que esta levou ao Dragão. Mas isso só influiria no raciocínio se estivéssemos a falar de futebol. Como se trata de uma guerra, que como se sabe, é um assunto sério, a premissa de base é a de que estamos a lutar - o termo é este - contra uma organização mafiosa, e fazer os cálculos a partir daí.
A pergunta que os benfiquistas devem fazer é a seguinte: De que forma é que se combatem organizações mafiosas? A resposta foi encontrada na Itália dos anos vinte do século passado. Um estado assolado pela Máfia, até ao momento em que a doutrina fascista subiu ao poder, com a promessa concretizada de eliminar a corrupção entranhada na sociedade italiana.
Não se ouvem as criticas internas na organização tripeira, uma vez que esta está submetida ao respeito pelos respectivos caporegime. Por outro lado, pertencendo os campeões benfiquistas a um clube plural e majestático, tal não acontece. Mas seria bom existir uma união forte e mais virtude e simplicidade.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Seres sem coluna vertebral

Como vem aqui referido, Fernando Seara, o garboso autarca da muy nobre villa de Cintra, afirmou: “Se Gilberto Madail não for candidato, haverá um conjunto de circunstâncias que me poderão levar a reflectir” ou em linguagem matemática:
Madail ≡ [¬ Candidato] => (Circunstâncias ∴ [Reflectir ⊨ Candidatura])
Já tinha visto este tipo de pessoas antes. Estes que não se querem comprometer com nada e que se esquivam que nem vermes por entre os pingos da chuva, para que nada do que afirmem ou deixem de afirmar lhes seja atirado futuramente à cara, por entre essas ténues e delicadas estruturas de poder que dependem de lambe-botas e gente sem coragem que vive da imagem.
Pessoas que gostam de aparecer ao lado de carros de bombeiros, porque o povo gosta de ver tal coisa na televisão e ser constantemente enganado por intrujas deste calibre e dizer que a culpa é de outros.
Dizer que o Madail é titubeante e um invertebrado é quase um elogio, comparado com este miserável que é a vergonha dos sintrenses e a vergonha dos benfiquistas.

Imagem daqui

Adenda: Pelos vistos os presidentes associativos da Federação Portuguesa de Futebol vão todos ver o jogo de Portugal a expensas da mesma.
Talvez a Islândia seja muito longe para pagarem do próprio bolso, e apesar da Utilidade Pública ter sido retirada a esta instituição, os contribuintes portugueses lá encontrarão uma forma indirecta destes marajás se deslocarem aquele país, que isto da austeridade é só para alguns.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Lutar pelo Direito de Justiça

O Benfica desafiou um poder que domina o futebol nacional há mais de vinte anos. O Sporting é um actor menor, e quem de facto cerceia o campeonato português é uma canalha que vai desde um velho gaiteiro, passando por um proxeneta, e acabando no "temível" (deve ter algum taco de basebol) consiglieri Pôncio Monteiro. Incluindo ainda "pessoas" como o paneleiro Abreu Amorim ou o inqualificável Guilherme Aguiar. O resultado do Derby foi, e ainda bem, o pior dos resultados que essa corja desejaria.
Fazendo uma análise desapaixonada, o Sporting encontra-se neste momento, na situação em que Os Belenenses se encontravam em 1963-64. Esta equipa tinha ganho o campeonato em 1945 e partir de 1964 (cerca de vinte anos depois) nunca mais ficaria nos quatro primeiros, excepto em 1973, 1976 e 1988, acentuando a decadência com a primeira descida à divisão inferior em 1982.

O facto do Sporting fazer valer o seu estado anímico, tanto dos seus jogadores e dirigentes como dos seus adeptos, pela identificação que fazem com o Benfica, o seu clube rival, faz com que inexoravelmente estejam condenados a serem cada vez mais irrelevantes no futuro. Apesar de todas as benesses que a canalha acima mencionada, por incidência, lhes possa prestar.
Quanto ao Benfica. Após ter ganho o campeonato passado com o futebol mais espectacular dos últimos vinte anos (nem a pressão alta do losango portista de Mourinho jogava com esta criatividade) vê-se este ano a braços com a ainda maior necessidade de ter de lutar contra as equipas adversárias, mais as equipas de arbitragem nos jogos próprios, mais as equipas adversárias que vão facilitar os jogos do FC Porto e mais as equipas de arbitragens destes.
Os roubos são à vista de todos e sem nenhuma vergonha.

A guerra deste ano vai ser renhida e acredito que se chegue a um ponto de extremos, em que toda a comunicação social (que na maior parte se encontra enfeudada) se irá perguntar como foi possível aí chegar. Uma vez que o poder político, como se já viu, não ter interesse em resolver este problema e o poder judicial se apresentar manietado por pormenores técnico-jurídicos. Apesar de todos os portugueses saberem quem é a corja responsável pela corrupção, nada se faz para inverter a situação.
Quanto ao jogo em si, o Derby foi como sempre, um momento de bela rivalidade (que não existe por parte do FC Porto, pois estes só demonstram ódio, inveja e mediocridade) e apesar da falta de educação dos adversários não dar o devido mérito ao Benfica pela vitória, o ânimo nunca esmorecerá. Mesmo que a canalha nos tente tirar o sangue.