Mostrar mensagens com a etiqueta niponismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta niponismo. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 23 de março de 2012

Dança

Mai Nadasaka, AV Idol

Mai é um nome próprio japonês. O ideograma para Mai (舞, "dança") é composto por uma parte superior (無, nai) que representa uma pessoa com os braços esticados (大) a segurar duas peles de animal em cada lado (革 + 大 + 革) significando uma afirmação negativa, ou a falta de algo. Na parte inferior de 舞 consegue-se ver claramente outro ideograma (舛, "passos") representando passos de dança.
O ideograma para dança pode ser lido tradicionalmente como "bu" (ぶ, bu). Como na componente de 歌舞伎 (kabuki, かぶき), uma forma de teatro japonesa, literalmente ka (歌, "canção"), bu (舞, "dança") e ki (伎, "arte").

sábado, 24 de dezembro de 2011

Vésperas

Miku Ohashi, AV Idol

O Natal no Japão é algo mais parecido com o nosso Dia dos Namorados, como aparece exemplificado na novela ilustrada Asobi ni iku yo!, do que com a reunião familiar típica da tradição ocidental. Apesar da primeira missa natalícia em terras nipónicas ter sido celebrada por portugueses, supostamente padres jesuítas; a expressão de boas festas (メリークリスマス merii kurisumasu) denota a influência que os norte-americanos tiveram na recriação do Natal, e na sua difusão pelo resto do mundo. O Natal americano dos finais do século XIX, e institucionalizado durante o século XX, é o paradigma que vigora num país onde o apelo religioso do Cristianismo é fortemente minoritário, mas bastante consumista.

Com um metro e cinquenta e oito, e vinte e quatro anos feitos neste dia vinte e quatro, Miku Ohashi é a prenda natalícia do Ofídio. Google it and rejoice.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Halloween Jiggle

Hannah Minx

Hannah Minx é uma das vloggers mais populares do youtube, onde abana a sua experiência local com a cultura japonesa, embora eu possa garantir que nesses vídeos não tomei atenção a quase nada.

sábado, 8 de outubro de 2011

Deus não sabe, mas imagina...

Aya Hirano

A Melancolia de Haruhi Suzumiya - série animada onde Hirano dá voz à personagem titular - foi reconhecida pelo impacto que já conseguiu ter na animação japonesa, e pela popularidade descomunal que atingiu. Qualquer fã actual de anime que não tenha visto Haruhi não sabe o que anda cá a fazer. Com tal ambiente de fanatismo à sua volta, torna-se natural que o impacto de acção/reacção por parte dos fãs, e respectiva pressão mediática, seja um bocado extrema.
De qualquer modo, Aya Hirano ainda tem bastante por onde prosseguir na carreira, uma vez que tem uma voz única e mais ninguém a consegue fazer daquela forma.


Aya Hirano - "God knows…"

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Céu sem Lua

Mugetsu (無月) - "Sem Lua"
O eclipse lunar representa o desaparecimento das emoções, e de facto, a única coisa que eu senti foi um vento uivante e incessante. A Lua, nem vê-la!
Segundo a mitologia bleachiana, o céu sem Lua designa-se por Mugetsu (無月) e consiste numa lâmina de energia espiritual negra. Quando esta lâmina é esgrimida em direcção a um determinado alvo, causa a erupção massiva desse véu de energia; que obscurece o céu, ao ascender verticalmente; obliterando tudo aquilo que se encontre no seu raio de deflagração. A energia continua a subir até se dissipar na atmosfera.

Na "Bíblia".

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Heróis do Mar

As redes sociais foram invadidas em força pelo "Portugalnomics: Ep.1" (pelos vistos tem continuação) que posteriormente desaguou nos media tradicionais. A peça gráfica que presumo se pretendesse leve e bem humorada, foi levada a sério por muita gente.
Muitos aspectos deste vídeo fizeram-me lembrar a experiência que tive com alguns estudantes escoceses de Erasmus, que se gabavam da contribuição que os escoceses deram ao mundo, desde o golfe, da televisão, do telefone, da máquina a vapor, da penicilina. Em suma, os escoceses tinham inventado quase tudo. Este tipo de mitologia faz parte do meme cultural dos povos.
As referências a Cascais e ao Estoril são exageradas, embora tal fosse de esperar tendo em conta o patrocinador. O vídeo está engraçado. Pelos vistos, as pessoas que se preocupam muito com essa coisa dos "factos" não demonstram sentido de humor. Mas ia lá eu perder a oportunidade de estragar a diversão dos outros. Aquilo tem tantos erros que até dá para escolher os favoritos.

A origem da palavra japonesa "arigatō".
Já tinha tido esta discussão com um conhecido meu. Este é um erro bastante comum e até existem livros editados que fazem referência a este mito, que estudos posteriores vieram a desmentir.
Esta palavra já existia antes dos portugueses chegarem ao Japão.
Arigatō (有り難う, embora também possa ser escrito em hiragana ありがとう) deriva do adjectivo arigatai, uma variação moderna de arigatashi (有り難し) que por sua vez é composto pelo verbo ari (有り, ser) e pelo adjectivo katashi (難い, difícil). A acepção é a de algo como "o mais difícil" ou "coisa rara", no sentido de algo que merece ser agradecido. Não existe nenhuma relação com o português "obrigado", que tem o mesmo significado.
Existem contudo dezenas de palavras japonesas com origem no português, que são chamadas de garaigo (palavras emprestadas) e são sempre escritas em katakana ou romaji. A minha favorita é pan (パン, pão).

O primeiro país no mundo a abolir a pena de morte.
Este é outro dos mitos bastante divulgados. A primeira vez que a pena de morte foi abolida foi na China, entre 747 e 759, durante a dinastia Tang. Mais tarde, devido à influência dos sacerdotes xintoístas, a pena capital foi abolida no Japão em 818, sendo reintroduzida em 1156.
No ocidente, Leopoldo II de Habsburgo, aboliu a pena de morte no Grão-Ducado da Toscana em 30 de Novembro de 1786. A República Romana, um estado que existiu apenas durante o ano de 1849, após o Papa ter fugido de uma revolta popular, aboliu a pena capital durante a sua curta existência. Este último movimento veio a inspirar a abolição na Venezuela, em 1863, e em São Marino, em 1865. A última execução em São Marino tinha sido em 1468.
Portugal aboliu a pena de morte em 1867, após ter tentado por duas vezes, sem sucesso, em 1852 e 1863. Iriam passar cerca de cem anos até que o próximo país, neste caso o Reino Unido, abolisse a pena capital. Talvez o mito esteja relacionado com isso.

Aquilo que roubámos a árabes e judeus e não queremos admitir.
A vela latina é possivelmente de origem romana, e a sua difusão entre nós deve-se aos árabes do Mediterrâneo, que a adoptaram após a conquista do Egipto e do Magrebe. Portugal conquistou os Algarves (do árabe الغرب al gharb, o ocidente) e acedeu a este e a outro tipo de tecnologias, que mais tarde a historiografia tentou apagar dos seus verdadeiros donos.
O "maritime compass" referido no vídeo deve ser a bússola marítima. Em inglês designa-se por dry compass. Talvez seja um problema de léxico. Não convém traduzir as coisas por afinidade.
De qualquer modo, a bússola marítima não foi inventada pelos portugueses. O crédito desta invenção vai para Flavio Gioja, um velejador de Amalfi, cidade pertencente à então República de Pisa. Embora todo o conhecimento técnico que permitiu o desenvolvimento desse tipo de instrumentos esteja fortemente enraizado nos astrónomos do Al-Andalus, como al-Zarqālī, e nos judeus sefarditas. Os médicos referidos no vídeo eram judeus.

Os europeus já sabiam que os gregos eram capazes de contabilidade criativa. Com este vídeo, os finlandeses ficam a saber que os portugueses são capazes de historiografia criativa.
Mal posso esperar pelo Ep.2 para ver se continua a irritar a intelectualidade bem pensante cá do burgo. Queriam eles que algo Made in Portugal não estivesse cheio de erros. Os snobs do Estoril não se devem estar a importar muito com isso e os finlandeses também não.

sábado, 30 de abril de 2011

Ondulação branca

Claro que a explicação científica apresentada é que o fenómeno se deve às correntes ascendentes no interior de uma nuvem de desenvolvimento vertical. Mas nós, que vemos o Bleach, sabemos bem de quem é a responsabilidade.

"Tsugi no mai, Hakuren!"

terça-feira, 15 de março de 2011

Tasuke te

Tasuke te (助けて) - "Ajuda!"
De uma forma geral, não apoio causas de solidariedade por ninguém. Mas neste caso abro uma excepção. Um povo que nos últimos dias sofreu terramotos (um mega sismo de grau 9, dois de grau 7 e cerca de trinta de grau 6), tsunamis, a ameaça de desastre nuclear, uma erupção vulcânica e, mesmo assim, no dia a seguir consegue continuar a acordar e a ir para o trabalho, não é para qualquer um e deve-se dar valor.
Nem sequer vou tentar estabelecer paralelos connosco, porque não existe padrão ou medida de comparação possível.

Imagem: Help Japan Posters, através do Der Terrorist, e visto anteriormente em dezenas de Tumblr

sexta-feira, 11 de março de 2011

Magnitude

Os sismos estão de tal forma enraizados na alma nipónica que a narrativa de uma animação de 2009 parte da probabilidade de que um terramoto de elevada magnitude possa ocorrer em Tóquio.
Tokyo Magnitude 8.0 (東京マグニチュード8.0) descreve o que poderia acontecer nesse tipo de desastre natural, um sismo com um epicentro situado numa fossa oceânica a 25 km de profundidade.
A série em si é bastante emotiva e a descrição do fenómeno é bastante realista.

Apesar de ser um povo habituado às manifestações sísmicas, ninguém consegue estar verdadeiramente preparado para um terramoto como o que aconteceu agora em Sendai, no norte do Japão. Este sismo foi o mais forte a atingir o país desde que há registo, e o sétimo a nível mundial.

日本人にポルトガルからの抱擁

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Rasgar

Ai Shinozaki, Gravure Idol

Verbo transitivo: Romper, lacerar, abrir rasgão. Golpear, ferir. Praticar (uma abertura). Abrir fenda ou buraco em. Sulcar. Traçar, desobstruir, dar acesso. Dissipar. Arrancar, separar. Alargar, espaçar.
Figurativo: Alancear, compungir. Agravar, avivar. Desfazer, rescindir. Cavar, lavrar.

in Priberam

domingo, 19 de dezembro de 2010

Manipulação de bonecos


Miku Hatsune, World is Mine

Para quê a existência de vocalistas ou cantores, quando temos o Vocaloid e hologramas?

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Observação Lunar

Maki Goto, J-pop Idol

Tsukimi (月見) - "Observação da Lua".
Equinócio de Outono e Lua Cheia no mesmo dia.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Ameaças à sanidade masculina

Koharu Kusumi, J-pop Idol

Midriff designa a parte do corpo entre o peito e a cintura, a área em torno do diafragma, onde se destaca o umbigo.
O termo provem do inglês antigo, quando era escrita como "midhrif", em que "hrif" significa estômago. A palavra foi novamente utilizada a partir dos anos 40 pela industria da moda, devido ao facto da palavra "barriga" ser considerada indesejável pelas senhoras, devido a conotações com a obesidade.
Esta parte do corpo fica exposta quando se usa um top ou um bikini. A sua moda começou no ocidente por volta dos anos 60 até ao final dos anos 90. Altura em que o piercing do umbigo se tornou popular, bem como a arte oriental da dança do ventre.
Nos Estados Unidos, o marketing em torno desta forma de vestir destina-se principalmente às adolescentes preocupadas com a aparência de serem mais adultas, embora muitas escolas terem adoptado códigos de vestuário que o proíbam.

Zettai Ryouiki (絶対領域) que se traduz livremente por "território absoluto" ("absolute territory") e compreende a área de pele das coxas que se pode ver entre a saia e as meias. O rácio ideal será de 4 : 1 : 2,5 (comprimento da mini-saia : território absoluto : altura das meias acima do joelho). Para ser considerado ZR, a roupa interior não deve ser vista.
O termo teve a sua origem no anime Evangelion, onde designava o AT Field ("Absolute Terror Field"). Uma barreira impenetrável a praticamente todas as armas convencionais, embora a sua conotação semântica e significado seja, neste caso, bastante diferente.
O zettai ryouiki é actualmente o maior fetiche no Japão. A explicação pode ser encontrada no facto de que a beleza semi-coberta de uma rapariga ser mais atractiva, pois deixa que um olhar furtivo para uma área exposta, combinada com o tapar das outras áreas, se torne um factor de atracção e de curiosidade que incentiva a fantasia.