quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Lírios de fim de Verão

Liliana Santos

Liliana significa "lírio" e designa uma flor que é o símbolo da inocência, pureza e beleza, representada na heráldica da fleur-de-lis, símbolo dinástico europeu que se encontrava particularmente associado à monarquia francesa.
A etimologia da palavra "lírio" provém de lilium, um nome latino derivado do grego λείριον/leírion, originário do copta hreri (Egipto, cerca de 200 d.C.) derivando este, por sua vez, do demótico hrry (Egipto, cerca de 600 a.C.) através de hrṛt, a palavra egípcia para "flor". No Japão, o lírio designa-se por yuri (百合) e esta palavra, para além de ser um nome feminino bastante comum, serve também para designar o amor e a atracção entre mulheres.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Ajuste de contas

Neste blogue não se escreveu sobre Jardim, por não querer ser um trend follower. Os media têm a sua própria agenda, e ninguém me paga para me tornar numa prostituta.
Para concretizar algo sobre este assunto teria de entrar no horizonte de eventos da difamação. Teria de falar dos offshores, e de como é consensual que estes servem para especular com dinheiro que não existe, para fazer alavancagens financeiras e para lavar o dinheiro oriundo de actividades ilícitas (como por exemplo, o narcotráfico) transformando-o depois em dinheiro legítimo.
Poderia depois comparar isto com a arrogância de Jardim, com o facto dele falar grosso, da chantagem sucessiva sobre todos os governos nacionais, da linguagem e posturas impróprias de um conselheiro de Estado, do tom jocoso, e da unanimidade e bonomia com que sempre foi aplaudido pela generalidade da comunicação social e restante classe política - "Oh he's so lively, so refreshing!" - e do pacto que todos nós fizemos para que ele continuasse no poder.
O PSD Madeira é igual ao Governo Regional é igual à sociedade madeirense. Alguém que esteja excluído deste círculo tem direito a uma existência miserável. As obras que servem para encher o olho na sua permanente campanha eleitoral, têm retribuição zero. Destinam-se a encher os bolsos de construtores civis e de empresas de projecto, depois destas, claro está, se filiarem no PSD Madeira.

Existe a argumentação de que a delapidação dos recursos do país tem sido culpa dos sucessivos governos, mas essa é uma ideia errada. Os sucessivos governos sempre fizeram aquilo que lhes dissessem para ser feito. Não são os governos que mandam; quem manda são os oligarcas, e para essas pessoas, o governo é apenas um instrumento da sua acção. A mesma meia dúzia que sempre mandou em Portugal, que não é eleita, que está acima das regras e convenções, leis e destinos a que estão sujeitas as restantes pessoas. São os Mellos e os Vasconcellos; seres iluminados, a quem se deve vassalagem e que fazem sentir a sua presença no sector bancário e empresarial, para melhor manietarem o país aos seus interesses.
A argumentação que poderia ser feita é a de que nunca houve nenhum governo que tivesse os testículos com a dimensão suficiente para alterar esse estado de coisas.
Esse hipotético governo cairia no momento em que manifestasse essa intenção, através de uma campanha mediática feita pelas empresas de comunicação social, que pertencem a esses oligarcas, e a uma conjugação dos restantes poderes para repor as coisas na ordem previamente estabelecida.
Existe da parte do cidadão comum uma sensação de impotência para alterar tudo isto. Porque parece maior do que ele; porque parece mais vicioso, mais maléfico e mais corrupto do que aquilo que ele consegue entender.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Power-up evolutivo

Mandy Musgrave

As fêmeas humanas ficam mais receptivas à presença masculina durante o período fértil, na altura em que estão a ovular. Isto deve-se à necessidade inconsciente de terem o seu óvulo fertilizado pelo sémen do melhor parceiro possível. São elas que escolhem as características associadas a um bom macho reprodutor, como o tamanho e a forma das suas mãos, ou o facto destes tocarem um instrumento musical.
As mãos são uma característica humana. Estas podem agarrar de forma violenta ou gentil. São um sintoma de masculinidade e presença de testosterona. São um reflexo do domínio masculino e submissão feminina. São as mãos que tocam, e que se insinuam sem piedade nas partes mais íntimas e húmidas de uma mulher. São as mãos que manuseiam o punho de uma espada. São as mãos que tocam numa viola-baixo, cuja frequência grave e percutida é o trovão dos deuses, visceral e primitivo; a dança da dançarina de raqs sharqi, o martelo de Thor, a chuva, que é o sangue de Quetzalcoatl fecundando a terra; as ancas masculinas a baterem nos quadris femininos no momento da cópula; o bater do coração e a pulsação tribal do sangue do membro, deslizando por essa escala de tons que é o corpo da mulher. O baixista é uma serpente que ondula ao som do balanço que este próprio cria, e que a mulher sente; um som assustador, mas que a fascina ao mesmo tempo.

domingo, 18 de setembro de 2011

Todas as cores menos o preto

A mente masculina é analítica e baseia-se em relações de causa-efeito. A mente feminina tem nuances, como se fosse uma tela onde o pintor; ou neste caso a pintora, escurece uma área do quadro, ou clareia outra, segundo o desígnio da sua obra prima de carácter único. No lugar onde a mente feminina vê tons mais ou menos coloridos, a mente masculina vê um padrão matricial de tripletos hexadecimais.
A mente masculina faz contas. Tal é inevitável. Sabemos que a dívida da Madeira representa 0,3% do PIB português; sabemos que a raiz quadrada de 437 é cerca de 20,904 (temos calculadora) e sabemos que a medida do peito da Mónica Bellucci é de 85 cm (não sabíamos, mas ficámos a saber) exactamente a mesma da Bulma Briefs; sabemos que 117 é um número fictício, tal como a quantificação das expectativas de crescimento para o próximo ano; sabemos que o Bankai da espada espiritual Shinsō, chamada de Kamishini no Yari, consegue atingir o comprimento máximo de 13 km, em menos de 0,08 segundos, deslocando-se a 500 vezes a velocidade do som; sabemos que a resposta para a Derradeira Questão da Vida do Universo e de Tudo é 42, que o Sentido da Vida tem 112 minutos (já com a Crimson Permanent Assurance incluída) e que a distância entre Lisboa e Londres é de cerca 2h30, o que é mais tempo do que o Sentido da Vida.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Guerreiro espiritual

Andy Whitfield (1974 - 2011)

Esta é uma notícia triste. Andy Whitfield ficará para sempre conhecido pelo papel de Spartacus, na primeira temporada da recente série televisiva do mesmo nome. O seu desempenho de um herói que conseguia inspirar os outros, para que estes concretizassem o impossível, era um dos pontos mais fortes do épico. Agradecimentos pela arte e pela inspiração de coragem face à adversidade, tanto na ficção, como na realidade.
Descanse em Paz.